Greve para obras das usinas Santo Antonio e Jirau em Rondônia

Os quase 10 mil trabalhadores das usinas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira (RO), estão em greve desde a manhã de terça-feira e decidem na quinta-feira se retornam ao trabalho. Eles vão se reunir com as construtoras responsáveis pela obra no Ministério do Trabalho da região para negociar o fim da paralisação.

REUTERS

09 de setembro de 2009 | 19h14

Segundo o administrador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia, Anderson Machado, para voltar ao trabalho a categoria quer aumento salarial de pelo menos 10 por cento e realinhamento de todos os pisos salariais, além de tratamento médico e dentário.

"A data-base da categoria foi em maio e até hoje não se assinou nada. Apresentei uma proposta e (as construtoras) mandaram uma contraproposta que não aceitamos", explicou o sindicalista à Reuters.

Ele disse que a tabela atual do sindicato remunera apenas duas especialidades, quando são mais de 70, e tem teto de 691 reais. "Queremos piso para o servente de 750 reais e que a tabela vá até 2 mil reais."

As usinas de Jirau e Santo Antonio terão juntas capacidade para gerar cerca de 6 mil megawatts e integram o plano do governo para garantir o abastecimento de energia elétrica no país nos próximos anos. As usinas têm previsão de conclusão das obras entre 2011 e 2012.

De acordo com Machado, 90 por cento das obras em Santo Antonio estão paradas e em Jirau cerca de 70 por cento.

De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Rondônia (Sinicon/RO), que representa os patrões, não há motivo para a greve e provavelmente na quinta-feira o Ministério do Trabalho vai obrigar a volta ao trabalho.

"Estamos mo meio da negociação. Não tem motivo para greve, é uma questão política e estão usando as usinas", disse a assessora do Sinicon/RO.

De acordo com a assessoria da usina de Santo Antonio, os prejuízos com a greve ainda não foram contabilizados. Na usina de Jirau a informação é de que "boa parte dos trabalhadores não estão indo ao canteiro de obras".

Os dois consórcios evitaram dar mais informações, alegando que o Sinicon/RO está à frente da questão.

(Por Denise Luna; Edição de Cesar Bianconi)

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