Grupo Miolo concretiza fusão de empresas

União com famílias Randon e Benedetti Tecchio tem entre seus objetivos aumentar participação da companhia no mercado internacional

Economia & Negócios,

31 de outubro de 2011 | 18h01

O Grupo Miolo concluiu a operação de fusão iniciada em outubro de 2009 com as famílias Randon e Lovara.  A empresa anuncia, assim, a criação da Miolo Wines S/A, que será a controladora de todos os empreendimentos do grupo, reunindo participações das famílias Miolo, Randon e Benedetti Tecchio.

Segundo a companhia, um dos objetivos da fusão é aumentar a entrada dos produtos da Miolo nos mercados internacionais. A meta é chegar em 2020 com 30% da produção destinada à exportação.

Segundo Adriano Miolo, superintendente do grupo, a fusão propiciará uma série de sinergias nas questões financeira, tributária, de produção, de mercado e de portfólio. "O grupo contará com três marcas fortes: a Miolo fortalecerá seu conceito de marca de vinhos Premium. A Terranova, com conceito jovem e inovador, e a marca Almadén será potencializada no seu conceito de excelente relação custo-benefício", afirma.

O grupo, de capital fechado, integrará quatro empresas de produção em três regiões brasileiras: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos/RS), Projeto Seival Estate e Vinícola Almadén (Campanha/RS) e Vinícola Ouro Verde (Vale do São Francisco/BA), além da comercializadora Miolo Wine Group.

Planos

Até 2020, o grupo pretende atingir o faturamento anual de R$ 500 milhões, consolidando sua posição como líder nacional na produção de vinhos finos e espumantes e visando estar entre os três maiores grupos de vinhos da América do Sul. A empresa projeta elaborar e comercializar 20 milhões de litros de vinhos finos e espumantes por ano.

Atualmente, o novo grupo possui 1,2 mil hectares de vinhedos próprios, produção de 12 milhões de litros de vinhos finos e espumantes e 300 mil litros de brandy, além de um quadro de 650 funcionários diretos. O faturamento previsto para 2011 deve atingir R$ 120 milhões.

"Acredito muito no negócio do vinho no Brasil. Esse ainda é um setor muito jovem, e precisamos ter empresas fortes e bem preparadas para ter um crescimento que faça frente ao desafio de desenvolver o setor no futuro," diz Raul Randon, integrante do Conselho de Administração.

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