Grupo Rede sinaliza descartar proposta da Energisa

O advogado Thomas Felsberg, que representa o Grupo Rede nas assembleias de credores do grupo, sinalizou que o Rede não deverá analisar oficialmente a proposta feita pela Energisa. A postura, questionada neste momento pelos credores, representaria um novo capítulo ao processo de disputa entre a Energisa e o consórcio formado por CPFL Energia e Equatorial pelo controle da holding.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

03 de julho de 2013 | 18h25

"A proposta feita pela Energisa era impraticável. Tanto é que agora fizeram uma nova proposta", destacou Felsberg nos primeiros minutos após a retomada da assembleia, nesta quarta-feira, 03, relembrando a decisão da Energisa de retirar da proposta anterior a obrigatoriedade de uma captação de R$ 700 milhões junto aos próprios credores do Rede. "Foram feitas novas propostas e promessas e continuam as inseguranças. O grupo (Energisa) já fez três propostas que foram retiradas. E se tivermos uma quarta proposta?", complementou o advogado. Com essas palavras, Felsberg voltou a adotar uma postura claramente favorável à oferta da CPFL e da Equatorial.

O temor do Grupo Rede, conforme sinalizado ao longo do dia, é que o processo de escolha da proposta mais atrativa se prolongue ainda mais. A proteção da Justiça estabelecida no processo de recuperação do Rede se encerra no próximo dia 15. Além disso, o prazo de intervenção da Aneel nas oito distribuidoras do grupo termina em 31 de agosto.

Felsberg também sugeriu que a assembleia desta quarta-feira seja suspensa e retomada na próxima sexta. O encontro seria destinado apenas à análise da proposta apresentada por CPFL/Equatorial.

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