Grupo Safra compra 'Torre do Pepino' em Londres por R$ 3 bi

Grupo Safra compra 'Torre do Pepino' em Londres por R$ 3 bi

Um dos ícones da arquitetura contemporânea e marco de Londres é agora de propriedade de um grupo brasileiro

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2014 | 09h34


GENEBRA - Um dos ícones da arquitetura contemporânea e marco de Londres é agora de propriedade de um grupo brasileiro. O Grupo Safra anunciou um acordo para a compra da propriedade 30 St Mary Axe, a segunda maior torre na City de Londres com 180 metros de altura e inaugurada em 2004.  

Se oficialmente o acordo não teve seu valor revelado, o jornal Financial Times revela que a compra superou a marca de 726 milhões de libras esterlinas, quase R$ 3 bilhões. 

Para arquitetos, trata-se de um dos principais destaques do urbanismo mundial contemporâneo e uma das principais obras do arquiteto Norman Foster. O prédio, conhecido como The Gherkin, ou 'Torre do Pepino', por causa do seu formato, conta com mais de 50 mil metros quadrados de espaço e hoje é sede de empresas como a Swiss Re e Kirkland & Ellis. 

"A aquisição é consistente com nossa estratégia imobiliária de investir em propriedades que são verdadeiramente especiais - nas melhores localidades das grandes cidades", indicou o Grupo Safra, em um comunicado. 

"Apesar de ter apenas dez anos, o prédio já um ícone de Londres e é diferente de outros no mercado, com um excelente potencial de crescimento de valor", indicou. "Pretendemos fazer o prédio ainda melhor e mais desejado por meio de uma propriedade ativa que vai levar a uma série de fortalecimentos que iräo beneficiar os locatários", indicou a declaração do grupo liderado por Joseph Safra, cuja fortuna chegaria a US$ 12,2 bilhões. 

O Grupo Safra foi uma das 200 empresas e bancos a fazerem propostas pelo edifício. Entre 2006 e 2007, um fundo administrado pela alemã IVG Immobilien AG e a Evans Randall Ltd. compraram o prédio da Swiss Re Ltd. por 600 milhões de libras, no auge do boom imobiliário na Europa. 

Mas os proprietários entraram em default em relação a mais de 390 milhões de libras esterlinas que tomaram emprestados de bancos alemães para comprar o edifício londrino. As empresas foram duramente atingidas pela crise financeira internacional a partir de 2008 e contrataram a Deloitte LLP para vender o prédio. 

Das mais de 200 ofertas que receberam, os vendedores optaram pelo projeto do Grupo Safra, que administra ativos de mais de US$ 200 bilhões pelo mundo e vem expandindo a compra de bancos e atividades em diferentes continentes. 

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