Guiné prende 2 pessoas da BSG por mina em Simandou

O governo da Guiné divulgou nesta segunda-feira, 22, que prendeu dois empregados da BSG Resources, em meio a uma investigação criminal que analisa a compra de direitos de exploração do depósito de minério de ferro de Simandou.

Agencia Estado

22 de abril de 2013 | 19h13

A mineradora brasileira Vale, que comprou uma fatia de 51% no projeto em 2010, disse na semana passada que estava "profundamente preocupada com as acusações envolvendo a BSG". A companhia afirmou não ter conhecimento de incidentes mencionados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e informou que vai cooperar totalmente com as investigações.

O Ministério de Justiça da Guiné relatou que os funcionários presos são Ibrahima Sory Touré, vice-presidente e diretor de relações públicas da BSG, e Issaga Bangoura, que atuava como segurança e integra o exército guineano. Segundo o governo local, eles são testemunhas essenciais no caso. "As prisões ocorrem após atividades suspeitas para escapar do processo. Toure estava tentando deixar o país, enquanto Bangoura se ausentou sem justificativa do seu serviço militar", afirmou o ministério em comunicado.

A BSG confirmou as prisões. "Parece que eles foram presos ilegalmente, com base em razões infundadas. Esse é um novo exemplo de um governo ilegítimo que assedia a BSG e seus funcionários. Nossa principal preocupação é com a segurança dos nossos empregados e tentar garantir que recebam todos os seus direitos legítimos, sob a legislação guineana e internacional", disse a empresa em comunicado.

O governo da Guiné está revendo diversos contratos na área de mineração, incluindo o da BSG, que foi assinado com o governo do ex-ditador Lansana Conté, antes de sua morte, em 2008. O governo dos EUA também lançou sua própria investigação. Este mês as autoridades norte-americanas prenderam o francês Frederic Cilins, na Flórida, alegando que ele estava tentando obstruir as investigações.

Ele trabalharia para uma empresa que transferiu fundos para os EUA, como parte do esforço para obter as concessões na Guiné. O governo guineano disse que Cilins trabalha para a BSG, o que a empresa nega. As informações são da Dow Jones.

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