Há razão para otimismo com safra, apesar de crédito e El Niño, diz professor da Esalq/USP

Para José Vicente Caixeta Filho, investimentos públicos e privados em infraestrutura devem facilitar o escoamento da produção

Camila Turtelli e Renato Oselame , O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2015 | 09h54

O professor titular da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), José Vicente Caixeta Filho, se diz otimista sobre o resultado da safra agrícola 2015/16, em fase de plantio, apesar de maiores restrições para a concessão de crédito rural e os impactos do fenômeno meteorológico El Niño. O acadêmico participa logo mais do Summit Agronegócio Brasil 2015, evento realizado pelo Estadão, com patrocínio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

A razão para o otimismo são os investimentos públicos e privados em infraestrutura para facilitar o escoamento da produção. "Como País, temos condições de aumentar a produção e a produtividade da nossa safra de grãos, e agora não temos mais como grande preocupação a dependência de portos do Sul e do Sudeste", ressalta Caixeta, citando o potencial de terminais do chamado Arco Norte. "Estamos resolvendo os gargalos da porteira para dentro. E, da porteira para fora, eles também estão sendo gradativamente resolvidos", nota.

Questionado sobre a dificuldade na obtenção de crédito, o professor da Esalq/USP nota que "a agricultura como segmento econômico tem um DNA importante de não depender do poder público" para expansão. Caixeta reconhece o El Niño como uma "variável climática de difícil controle" que deve prejudicar a produção, mas afirma que há pontos positivos como o câmbio, que deve impulsionar os embarques de commodities.

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