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Hershey reverte lucro e tem prejuízo de quase US$ 100 mi no 2º tri

Resultados foram afetados pelo desempenho internacional da fabricante de chocolate, principalmente na China, onde houve mudança no hábito de consumo

Daniela Frabasile, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 09h09

SÃO PAULO - A fabricante de doces norte-americana Hershey registrou prejuízo líquido de US$ 99,941 milhões (US$ 0,47 por ação) no segundo trimestre fiscal de 2015, período encerrado em 5 de julho. Em igual intervalo do ano passado, a empresa havia registrado lucro líquido de US$ 168,168 milhões (US$ 0,78 por ação). Excluindo itens especiais, a empresa reportou lucro de US$ 0,78 por ação no último trimestre.

No segundo trimestre deste ano, a companhia registrou receita de US$ 1,578 bilhão, praticamente estável na comparação anual. Excluindo o impacto negativo das variações cambiais, houve avanço de 1,3%, informou a empresa. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam lucro de US$ 0,75 por ação e receita de US$ 1,62 bilhão.

"O resultado operacional do segundo trimestre ficou em linha com nossas expectativas revisadas, especialmente na América do Norte, onde continuamos a construir formas de impulsionar os negócios", avaliou o executivo-chefe (CEO) da empresa, John Bilbrey. Os resultados, entretanto, foram afetados pelo desempenho internacional da Hershey, principalmente na China, afirmou ele. "Como já prevíamos, desafios macroeconômicos e a mudança nos hábitos de consumo na China tiveram impacto negativo". 

Na divisão da América do Norte, a receita da Hershey somou US$ 1,399 bilhão no segundo trimestre, incremento de 1,8% na comparação com igual período do ano passado. O preço médio dos produtos teve impacto positivo de 5,5 pontos porcentuais, enquanto o volume de vendas afetou o resultado negativamente em 3,6 pontos porcentuais. 

Enquanto isso, na divisão internacional, a receita apresentou retração de 12,1% na comparação anual, para US$ 179,3 milhões. Segundo avaliou a companhia, o resultado teve impacto especialmente com a queda das vendas de chocolates na China, que recuaram cerca de US$ 35 milhões. 

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