Hillary Clinton nega querer presidência do Banco Mundial

Segundo fontes, secretária de Estado dos EUA estaria negociando com governo do presidente Barack Obama deixar seu cargo para assumir a chefia do órgão

Renato Martins, da Agência Estado e Reuters,

10 de junho de 2011 | 15h13

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que não está "buscando" o cargo de presidente do Banco Mundial. "Não estou buscando aquela posição", disse Hillary durante visita oficial à Zâmbia, quando indagada sobre um informe de uma agência de notícias. Outros altos funcionários do governo dos EUA também negaram o informe.

Hillary estaria negociando com o governo do presidente Barack Obama deixar seu cargo para assumir a chefia do Banco Mundial. Fontes ligadas à discussão disseram na última quinta-feira que a chefe da diplomacia americana tem interesse no posto, hoje ocupado por Robert Zoellick, cujo mandato acaba na metade de 2012.

"Ela quer o cargo", disse uma fonte próxima a Hillary. Outras duas pessoas confirmaram o interesse da secretária de Estado na presidência do Banco Mundial. Uma delas afirmou também que Obama estaria disposto a apoiá-la.

Ainda de acordo com essas fontes, uma declaração oficial das intenções de Hillary poderia prejudicar seu papel no Departamento de Estado. Para elas, a imagem de "secretária em fim de gestão" atrapalharia os grandes desafios de política externa de Obama, como a retirada de tropas do Afeganistão, a primavera árabe e as negociações de paz entre israelenses e palestinos.

Não se sabe se o presidente americano a indicaria formalmente para o cargo. Para isso, os 187 membros da organização precisariam aprovar a nomeação. Ao lado do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial é uma da instituições criadas no acordo de Bretton Woods, que desenhou a estrutura geopolítica pós-2.ª Guerra, em 1944. Por um acordo tácito, a presidência do fundo é ocupada por um europeu e a do banco cabe a um americano. Com as mudanças no cenário econômico mundial desde a crise financeira de 2008, países emergentes, como o Brasil, a China e a Índia, tentam desafiar essa regra.

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