HRT antecipa produção e tenta joint venture em Gana

O bom desempenho dos trabalhos iniciais de perfuração na bacia do Solimões, em plena Amazônia, fizeram a HRT antecipar para agosto deste ano a extração do primeiro óleo do local, antes previsto para 2012.

DENISE LUNA, REUTERS

18 de maio de 2011 | 15h59

Em teleconferência para comentar os resultados do primeiro trimestre, o presidente da empresa, Márcio Mello, informou que a expectativa é de estar produzindo até o final do ano 2,5 mil barris diários no primeiro poço da companhia, o HRT1, por meio de um Teste de Longa Duração. O volume será totalmente adquirido pela Petrobras, que também tem operações na região.

Mello pretende perfurar mais dois poços ainda em maio e um quarto poço na mesma região, que é vizinha a descobertas da Petrobras, em junho. Nas primeiras semanas de julho será declarada a comercialidade do poço HRT1, informou Mello.

"Vamos começar nossa produção antecipadamente no mês de agosto com um teste de longa duração que deve durar de 6 a 8 meses", disse Mello a analistas e jornalistas.

Classificados como operador B pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a HRT está pleiteando junto à autarquia elevação para operador A, que significa fazer ofertas também para blocos de águas profundas, além de terra e águas rasas.

O novo 'status', se obtido, poderá ser testado no próximo leilão da ANP, previsto para o segundo semestre deste ano.

"Nossa intencao é entrar no leilão, eu posso assegurar que estamos estudando todas as bacias", afirmou Mello.

GANA

A participação da HRT na 11a rodada no Brasil, que este ano colocará principalmente áreas na margem equatorial do país, não vai impedir no entanto a continuidade das negociações entre a HRT e o governo de Gana visando uma possível joint-venture para exploração de petróleo e gás naquele país.

Segundo especialistas, a formação geológica de Gana seria semelhante à margem equatorial brasileira, região objeto do leilão da agência.

"Estamos há cerca de 3 meses em contato com o governo de Gana para realizar uma joint-venture com a estatal de lá naquela área", informou Mello.

A empresa já está na Namíbia, onde espera que parte de suas reservas sejam certificadas pela DeGolyer and MacNaughton até agosto.

"Até setembro, outubro de 2011 teremos contratado plataformas para perfurar 4 prospectos na Namíbia, no pós-sal e no pré-sal", afirmou o executivo.

Mello informou que a empresa vai comprar 8 novas sondas para sua campanha em vez de alugar, depois de avaliar ser mais econômico. "Nossa decisão de comprar as sondas em vez de alugar é baseado no custo das primeiras sondas. Vimos que podemos economizar de 30 a 40 por cento se nós comprarmos as sondas", explicou.

"Vamos abrir 130 poços até 2015, essa mudanca é fundamental para o nosso capex", complementou.

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