HRT quer portfólio mais equilibrado

A petroleira HRT planeja se reinventar nos próximos meses. O recado foi dado nesta quinta-feira, 14, pelo presidente da companhia, Milton Franke, durante uma teleconferência com analistas para explicar o prejuízo de R$ 724,2 milhões registrados no terceiro trimestre.

MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

14 de novembro de 2013 | 19h13

O resultado demonstra uma piora de 417% frente o desempenho do mesmo período do ano passado.

"A HRT está se reinventando com um portfólio mais equilibrado, custos menores e uma visão para o futuro", afirmou. Segundo o executivo, a estratégia passa por um ajuste no tamanho da companhia. "A empresa tem se tornado menor", completou.

O novo foco da petroleira está na valorização do portfólio e o desinvestimento de ativos não estratégicos, como a venda de sondas. Para isso, lembrou, a companhia pretende diminuir as atividades em exploração, como o projeto Solimões.

No evento, Franke revelou que a petroleira tem conversado com empresas interessadas na fatia da HRT no projeto de Solimões. Mas, não comentou os rumores de que a sócia Rosneft seria uma delas. A companhia russa é parceira da HRT em 19 blocos na Bacia do Solimões, com um acordo firmado em outubro de 2011, que estabeleceu uma fatia de 55% para a HRT e de 45% para a Rosneft. Na semana passada, a petroleira divulgou uma nota negando "acordos adicionais" com o grupo russso.

Por outro lado, a petroleira quer ampliar a participação em ativos de produção, como o do campo de Polvo. "Queremos extrair valor dos ativos que temos no nosso portfólio", afirmou. A meta, segundo ele, é fazer o primeiro poço de Polvo no segundo semestre de 2014.

"A HRT passa por um momento desafiador. Mas a nova administração está se esforçando para lidar com esses desafios e superá-los", disse o presidente, ao revelar que a companhia deve terminar o ano com um caixa em torno de R$ 200 milhões.

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