Em reestruturação, HSBC cortará quase 50 mil empregos no mundo

Em reestruturação, HSBC cortará quase 50 mil empregos no mundo

Metade dos cortes virá da venda da operação no Brasil e na Turquia; banco também quer reduzir o total de ativos em cerca de um quarto, o que pode gerar uma economia de até US$ 5 bilhões

Agência Estado e Reuters

09 de junho de 2015 | 07h21

O HSBC cortará quase 50 mil postos de trabalho e reduzirá seu banco de investimentos, diminuindo os ativos do maior banco europeu em um quarto em uma medida para simplificar e melhorar sua lenta performance. O banco disse nesta terça-feira que cerca de metade dos cortes de postos de trabalho virão das vendas dos negócios no Brasil e na Turquia.

A outra metade virá de um corte de cerca de 10% do restante dos seus 233 mil funcionários com a consolidação de operações de tecnologia da informação e departamentos administrativos e o fechamento de agências bancárias. O HSBC informou que pretende cortar entre 22 mil e 25 mil empregos como parte de uma reestruturação para melhorar a rentabilidade de suas operações globais. 

Os papeis da instituição já eram afetados pela notícia nas bolsas europeias. Por volta das 4h10 (de Brasília), as ações do HSBC recuavam 0,69% na Bolsa de Londres. 

Reestruturação. A venda das operações do HSBC Brasil e Turquia faz parte de um plano mais amplo da instituição financeira de reduzir o total de ativos. Segundo a estratégia da casa divulgada nesta madrugada, a instituição quer reduzir o total de ativos em cerca de um quarto. Com a adoção do plano, o HSBC pretende economizar até US$ 5 bilhões. 

De acordo com o comunicado divulgado esta madrugada aos investidores, o plano de redução das atividades passa pela diminuição do total de ativos ponderados do grupo em cerca de 25% e por direcionar esforços na direção de segmentos que ofereçam maior retorno. Uma dessas iniciativas citadas é diminuir a importância do segmento "Global Banking e Mercados" - ramo que atende grandes empresas - para menos de um terço do total de ativos do grupo.

As várias iniciativas que incluem a venda das filiais do Brasil e Turquia devem gerar economia de até US$ 5 bilhões à casa, informa comunicado enviado ao mercado. Isso deve ajudar no plano do HSBC que promete entregar aos acionistas retorno sobre patrimônio maior que 10% em 2017.

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