HSBC investirá R$ 100 mi no País e prevê contratar 900

O HSBC vai investir R$ 100 milhões neste ano para reformar sua rede de atendimento no Brasil e deve contratar 900 funcionários. Segundo o presidente do banco no País, Conrado Engel, a reforma das agências tem como objetivo trazer ao Brasil o mesmo padrão que o banco usa internacionalmente. Já a contratação está dentro da estratégia do banco de crescer no crédito a pequena e média empresa e em clientes de renda mais alta.

ALTAMIRO SILVA JUNIOR, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2011 | 17h19

Os empréstimos para companhias de menor porte cresceram 37% em 2010 e devem ser o carro-chefe deste ano, segundo Engel. Para reforçar o segmento, devem ser contratados 200 pessoas. A previsão é que o segmento cresça 20% neste ano, acima de outras linhas. Para a carteira total de crédito, a previsão é de alta de 15% a 18%. Na área de alta renda (chamada "Premier"), devem ser contratados cerca de 400 pessoas. No ano passado, o banco conseguiu atrair 70 mil novos clientes, chegando a 400 mil correntistas no segmento.

Engel conta que serão reformadas mais de 100 agências em 2011. Dentro dessa estratégia, no ano passado, foram investidos R$ 100 milhões, valor que vai se repetir este ano. Novos pontos também devem ser abertos, mas o executivo não precisou o número. Em 2010, o banco fechou 12 pontos de atendimento que não estavam dando resultados. "Nossa estratégia é o crescimento orgânico, até por falta de opção de ativos para comprar. As oportunidades são reduzidíssimas. É claro que gostaríamos de ser maiores no Brasil", diz Engel.

O HSBC tem 23 mil funcionários no Brasil e ativos totais de R$ 122 bilhões. A rede de agência conta com 865 pontos de atendimento. Sobre a licitação dos Correios, que vai abrir nova concorrência para escolher a instituição financeira que vai gerir o Banco Postal, Engel afirma que o HSBC não tem interesse. A estratégia do banco, diz ele, é o cliente de mais alta renda e o crédito à pequena e média empresa.

O HSBC anunciou hoje lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no Brasil em 2010, aumento de 61% em relação ao ano anterior. O Brasil respondeu por 5,6% do resultado global do banco inglês, saltando da quinta para terceira posição entre os países que mais geram resultado no mundo. Reino Unido e Hong Kong são os dois primeiros colocados.

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