HSBC vê probabilidade elevada de BC parar de subir juros

Segundo economista da instituição, taxa de juro de 12,50% não é suficiente para fazer a inflação convergir para o centro da meta, de 4,5%, em 2012

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

20 de julho de 2011 | 19h41

A mudança feita no conteúdo do comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que subiu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 12,25% para 12,50% ao ano, eleva a probabilidade de a autoridade monetária interromper agora a trajetória de aumento da taxa básica de juros. É o que avalia o economista do HSBC Bank Brasil Constantin Jancso.

O comunicado atual suprimiu de seu conteúdo a expressão "ajuste por período suficientemente prolongado" passando a afirmar que "avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic para 12,50% ao ano, sem viés". Para Jancso, a afirmação "neste momento", contudo, deixa a porta aberta para o BC fazer qualquer ajuste caso os indicadores que serão divulgados até 31 de agosto demonstrem alguma piora.

"Não podemos nos esquecer de que o BC tem até 31 de agosto para tomar a próxima decisão de política monetária", destaca o economista. Todavia, diz Jancso, uma taxa de juro de 12,50% não é suficiente para o BC fazer a inflação convergir para o centro da meta, de 4,5%, em 2012. "Tanto que mantemos nossa previsão de inflação de 5,40% para o ano que vem", afirma o economista do HSBC.

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