Hypermarcas paga R$ 2,5 bi e leva a Mantecorp

A Hypermarcas fechou ontem a compra da farmacêutica Mantecorp por R$ 2,5 bilhões, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Do total, R$ 1,6 bilhão será pago em dinheiro e o restante em ações da Hypermarcas que só poderão ser vendidas daqui a seis meses. Com o negócio, a Hypermarcas deve se tornar a maior empresa do setor farmacêutico, com receitas de R$ 2,5 bilhões no segmento e cerca de 800 representantes de vendas para visita médica.

AE, Agencia Estado

20 de dezembro de 2010 | 08h57

Após a conclusão da operação, o bloco de controle da Hypermarcas - formado pelo fundador, João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, um grupo de investidores mexicanos, o presidente Claudio Bergamo, o diretor comercial Nelson José de Mello e a família Limírio Gonçalvez, que vendeu a Neo Química à Hypermarcas no ano passado - terá sua participação reduzida de pouco mais de 50% para cerca de 43%.

Esse é o desfecho de um processo de venda iniciado há quase dois anos. Além da Hypermarcas, participaram da disputa a brasileira Aché e o grupo britânico GlaxoSmithKline. Nesse período, o patriarca da Mantecorp, Gian Enrico Mantegazza, enfrentou problemas de saúde e foi seu filho, Luca Mantegazza, quem finalizou o acordo.

Fabricante de produtos como o antigripal Coristina e o antialérgico Polaramine, a Mantecorp trabalha de forma independente desde 2006. Antes disso, Gian Enrico Mantegazza teve uma joint venture com o laboratório americano Schering-Plough, que durou 17 anos. Ao final desse período, a empresa de Mantegazza deixou de usar o nome Schering-Plough, adotou o Mantecorp e perdeu 14 dos 40 medicamentos que comercializava. Entre as perdas estavam alguns de seus produtos mais lucrativos. Desde então, a Mantecorp promoveu um grande esforço para se reinventar.

A Mantecorp tem um faturamento bruto de cerca de R$ 700 milhões e deve acrescentar cerca de R$ 250 milhões ao Ebitda (medida de geração de caixa) da Hypermarcas em 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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