Hyundai tem 5 mil candidatos a 700 vagas em Piracicaba

O gerente-geral de Assuntos Corporativos, Relações Governamentais e Recursos Humanos da Hyundai Motor Brasil, Ricardo Martins, revelou que a montadora cadastrou 5 mil candidatos para 700 vagas a serem criadas no terceiro turno da fábrica em Piracicaba, no interior de São Paulo.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

15 de abril de 2013 | 16h25

As contratações serão feitas entre julho e agosto e o terceiro turno da unidade da Hyundai terá início até setembro, antes de a fábrica completar um ano de operação no Brasil. A produção começou em outubro e a inauguração da fábrica em novembro de 2012.

"Fizemos os anúncios há pouco mais de uma semana e já temos mais de 5 mil currículos. Daremos preferência aos moradores de Piracicaba, com mais de 18 anos e segundo grau completo", disse Martins, nesta segunda-feira, 15, em um seminário da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil). "Os funcionários serão treinados no primeiro e no segundo turnos."

Com as novas contratações, o número de funcionários chegará a 2,7 mil. "Com o terceiro turno poderemos cortar as horas extras", declarou o executivo. A capacidade de produção da fábrica dos três modelos do HB20 - hatch, sedã e crossover - está mantida em 150 mil unidades, de acordo com ele.

"Para Piracicaba o futuro é enorme, pois temos área, temos como expandir, mas não temos novos projetos e nem fomos comunicados disso pela matriz. A meta é consolidar a produção", afirmou o executivo, ao ser indagado sobre a possibilidade de nacionalizar a produção do hatch médio i30.

No complexo industrial da Hyundai de Piracicaba, a sul-coreana investiu US$ 600 milhões e atualmente produz 34 veículos por hora nos dois turnos de trabalho. Além da fábrica do HB20, fornecedores empregam 3 mil funcionários nas unidades próximas ao parque fabril. "O modelo já tem 76% de conteúdo nacional, apenas motor e transmissão são feitos na Coreia", explicou Martins.

O executivo avaliou que o clima tenso entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte e a possibilidade de um conflito na região não irão prejudicar a importação dos sistemas, já que fábricas da montadora em outros lugares do mundo - na China, República Checa, Rússia e Estados Unidos - poderiam suprir a demanda. "Se houver um problema, não pararemos a produção."

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