Iata eleva previsão de lucro do setor aéreo em 2010

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) revisou para cima sua perspectiva para os resultados da indústria em 2010, projetando um lucro de US$ 8,9 bilhões para as companhias aéreas mundiais, ante a estimativa de US$ 2,5 bilhões apresentada em junho. "A recuperação da indústria foi mais forte e mais rápida do que qualquer um previu", disse o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani. Segundo ele, o lucro de US$ 8,9 bilhões que a associação está projetando representará uma recuperação em relação à perda de US$ 50 bilhões registrada durante a década anterior.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

21 de setembro de 2010 | 11h51

A demanda por viagens aéreas deverá apresentar crescimento de 11% neste ano, ante a previsão anterior de alta de 10,2%, enquanto a capacidade deverá aumentar 7%, na comparação com os 5,4% previstos originalmente. A associação prevê ainda que a receita subirá para US$ 560 bilhões, dos US$ 545 bilhões previstos inicialmente. A projeção é levemente menor que a receita de US$ 564 bilhões alcançada em 2008, quando o ciclo econômico anterior atingiu seu pico.

Bisignani afirmou que, apesar da forte recuperação observada neste ano, "uma revisão da realidade está a caminho". A estimativa inicial da associação para 2011 aponta uma queda da lucratividade do setor para US$ 5,3 bilhões. "Há ligeiras dúvidas sobre o quanto esta tendência de alta cíclica durará. Mesmo se ela for sustentável, as margens de lucro que nós operamos são tão estreitas que, mesmo que os lucros aumentem em 3,5 vezes, isso gerará somente uma margem de 1,6%", disse o executivo.

De acordo com Bisignani, o número é menor que a margem de 2,5% registrada no pico do ciclo anterior em 2007 e bem abaixo da quantia que cobre o custo de capital. O setor de aviação esteve entre os mais duramente atingidos pela crise financeira mundial em 2008 e 2009. Mesmo as mais lucrativas companhias entraram no vermelho, afetadas pela queda significativa de seus negócios e da demanda por viagens de lazer. As informações são da Dow Jones.

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