IBC-Br reforça previsão de PIB menor, diz Bradesco

Já para a consultoria Rosenberg & Associados, o IBC-Br de julho surpreendeu positivamente; equipe agora espera agora uma alta de 0,60% para o índice de agosto

Célia Foufe, da Agência Estado,

13 de setembro de 2013 | 09h52

BRASÍLIA - Ao recuar 0,33% em julho ante junho, dado dessazonalizado, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) reforça o cenário dos economistas do Bradesco de uma redução do ritmo de alta do Produto Interno Bruto (PIB). "Mantemos, por ora, a expectativa de desaceleração na margem da economia brasileira no terceiro trimestre, após forte expansão no segundo trimestre", escreveram no Boletim Diário Matinal enviado a clientes.

O IBC-Br registrou queda de 0,33% na passagem de junho para julho, já descontados os efeitos sazonais, conforme divulgado nesta sexta-feira, 13, pelo Banco Central. O resultado veio acima da expectativa de queda de 0,7% do Bradesco e da mediana do mercado. Segundo o AE Projeções, a mediana das estimativas apontava para uma queda de 0,60% do indicador. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 3,38%, e, no acumulando de 2013, um crescimento de 2,97%.

Surpresa positiva

O IBC-Br de julho surpreendeu positivamente a equipe de analistas da Rosenberg & Associados, que espera agora uma alta de 0,60% para o índice de agosto. "O IBC-Br de hoje sinaliza que o PIB do terceiro trimestre pode ficar mais perto da estabilidade do que o inicialmente esperado (campo negativo). Cria um viés de alta para nossa expectativa de alta de 2,3% do PIB neste ano", escreveram os economistas em nota divulgada há pouco a clientes.

De acordo com o Banco Central, o indicador recuou apenas 0,33% em julho ante junho, com ajuste sazonal, ante mediana das expectativas colhidas pelo AE Projeções, de uma queda de 0,60%. A consultoria projetava um recuo de 0,8%.

A equipe da Rosenberg salientou que, apesar do recuo no mês, o indicador continua avançando no acumulado em 12 meses. Nessa comparação, o dado sem ajuste subiu 2,11%. Esta é a maior alta desde abril de 2012, conforme comparou a consultoria. Já na comparação com julho do ano passado, o BC revelou hoje que houve alta de 3,38%. Esse aumento, segundo a Rosenberg, foi fruto do maior número de dias úteis do mês este ano.

Com esse resultado, de acordo com os economistas, caso o indicador registrasse estabilidade em agosto e setembro, haveria uma queda de 0,1% no terceiro trimestre em relação ao segundo. "Com os indicadores antecedentes disponíveis de indústria e comércio, nossa estimativa mais que preliminar para o IBC-Br de agosto aponta para alta de 0,6%. Caso esta expectativa se confirmasse e o indicador ficasse estável em setembro, teríamos alta de 0,3% do IBC-Br no terceiro trimestre, em relação ao segundo", consideraram.

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