Iberdrola pretende integrar Neoenergia e Elektro

A empresa espanhola de energia Iberdrola reforçará sua presença no mercado brasileiro com a aquisição da Elektro, em uma operação de 1,8 bilhão de euros que terá impacto positivo no seu fluxo de caixa e lucro por ação desde o primeiro ano.

REUTERS

20 de janeiro de 2011 | 11h35

Segundo a companhia, está prevista a integração da Elektro com a Neoenergia, empresa que já atua em distribuição de energia no Brasil, porém, na região Nordeste. A Iberdrola detém 39 por cento do capital da Neoenergia.

Se considerados dados proforma de 2009, Elektro e Neoenergia teriam, juntas, 10,9 milhões de pontos de fornecimento de eletricidade, o que geraria uma receita de 14,4 bilhões de reais, com lucro líquido de 2,07 bilhões de reais.

A operação depende de aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), algo que a Iberdrola acredita que acontecerá em menos de seis meses.

A Iberdrola adquiriu o equivalente a 99,68 por cento do capital da Elektro, controlada pela norte-americana Ashmore Energy Internacional (AEI).

Em apresentação enviada ao órgão que regula o mercado de capitais espanhol, a Iberdrola afirmou que não vê influência na relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) por conta da aquisição.

"Nesta quinta-feira haverá uma teleconferência às 13h (horário de Brasília), quando esperamos mais detalhes da operação. Em termos de dívida líquida e Ebitda, acredito que a situação não piora, mas acredito que a redução absoluta da dívida tenha sido positiva. Devemos levar em conta as novas alterações regulamentares no Brasil para avaliar a operação". disse o analista Fernando Garcia, do Banco Espirito Santo.

A última proposta da Aneel é de um wacc regulatório (índice máximo para retorno regulatório sobre o capital das distribuidoras) de 7,15 por cento.

A Iberdrola informou também que o negócio não será financiado com recursos próprios e sugeriu diversas outras alternativas, incluindo uma combinação de dívida ou a venda de ativos somada aos fundos formados a partir de recente securitização do déficit de tarifas.

O maior grupo de energia da Espanha está avançando na América Latina, onde o crescimento tem sido o maior em três décadas, enquanto a recessão no mercado europeu pressiona as receitas.

(Por Andrés González, Carlos Castellanos e Elisabeth O'Leary)

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