IBGE: é cedo para falar em desaceleração de alimentos

A coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, disse hoje que "ainda é cedo para concluir que há tendência de desaceleração generalizada nos preços dos alimentos".

JACQUELINE FARID,

13 de fevereiro de 2008 | 10h26

A coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, disse hoje que "ainda é cedo para concluir que há tendência de desaceleração generalizada nos preços dos alimentos". Segundo ela, a atual trajetória dos alimentos requer "cuidado, atenção e análise".


Para Eulina, ainda que a alta nos produtos alimentícios tenha desacelerado de 2,06% em dezembro do ano passado para 1,52% em janeiro, a variação "continua relativamente alta" e há continuidade de aumento de preços das matérias-primas (commodities) no mercado externo e perspectivas de reajustes no preço de feijão, produto que representou a maior contribuição individual (0,08 ponto porcentual) no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro.

Eulina explicou que preocupa o fato de que 90% da safra recorde de 136,5 milhões de toneladas prevista para este ano esteja concentrada no milho, soja e arroz, já que o milho e a soja continuam com preços pressionados e têm influência também nos reajustes de outros produtos. "A safra é grande, mas os itens que mais pesam na safra são os que estão aumentando de preços", disse.

"Olhando os números de janeiro, que mostram um recuo nos preços dos alimentos, mas olhando também o que ocorre na agricultura, não se pode afirmar que os alimentos vão continuar desacelerando, é preciso olhar mais para frente", disse Eulina. Ela acrescentou que "os dados de janeiro, com análise do setor agrícola, não são suficientes para concluir que há tendência de desaceleração nos (preços dos) alimentos em 2008".

Feijão

Além das commodities, observou Eulina, o feijão prosseguirá pressionado, provavelmente durante todo o primeiro semestre, por causa de problemas que estão ocorrendo com a safra na Bahia, principal Estado produtor.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.