Ibmec vai abrir segundo câmpus em São Paulo, que terá foco em tecnologia e engenharia

Tradicional escola de negócios quer ampliar presença além das áreas de economia e administração; projeto terá investimento de R$ 12 milhões e câmpus abrigará 1,5 mil alunos

André Jankavski - O Estado de S.Paulo

A Yduqs prepara mais uma incursão no segmento de educação premium: a empresa, antiga Estácio, vai desembolsar R$ 12 milhões para instalar mais um câmpus do Ibmec em São Paulo, que será aberto na região da Avenida Faria Lima, centro financeiro do município. Porém, além do investimento em seu segundo espaço na capital paulista, a companhia também vai ampliar o escopo de atuação. Além dos cursos voltados para área econômica e contábeis, o Ibmec oferecerá graduações na área de engenharia, tecnologia e arquitetura. A inauguração está prevista para 2023. 

A investida faz parte de um movimento da companhia para capturar mais alunos das classes mais ricas, que trazem maior rentabilidade para o grupo e também representam um público mais resiliente em tempos de crise. Além do Ibmec, a empresa tem feito diversos aportes em faculdades de medicina: em julho, por exemplo, anunciou um investimento de R$ 30 milhões para criar o maior câmpus de medicina da empresa no Rio de Janeiro e, nos últimos anos, a empresa tem buscado (e comprado) diversos ativos na área. 

Ibmec terá mais um campus em São Paulo, na região da Avenida Faria Lima; aposta é para capturar mais alunos das classes mais ricas.  Foto: Wilton Júnior/Estadão - 3/8/2007

No caso do Ibmec, segundo Marina Fontoura, vice-presidente de operações premium da Yduqs, a empresa deve focar mais em crescimento orgânico. “Temos um plano de crescimento orgânico bastante sólido. A marca Ibmec é de nicho e queremos continuar sendo focada em um público específico”, diz ela.

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Isso não quer dizer, no entanto, que a instituição não deve buscar outros caminhos. A tradicional escola de negócios, que tem o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, como um dos fundadores, foi inaugurada no ano de 1970 para ampliar as opções de ensinos ligado ao mundo de investimentos e do mercado de capitais. Agora, a ideia é desbravar na área de tecnologia e empreendedorismo.

“A ideia é que esse novo câmpus tenha uma outra cara, a das engenharias e tecnologia. Claro que vamos manter os nossos carros-chefes, como administração e economia”, diz Reginaldo Nogueira, diretor-geral do Ibmec São Paulo. 

De acordo com Nogueira, a autorização dos cursos já está em andamento, como os de engenharia da computação. No caso de engenharia de produção, já há a aprovação do Ministério da Educação para o início das aulas, que vão começar no mês que vem no câmpus da instituição na Avenida Paulista. Para completar, a empresa quer ampliar o seus hub de empreendedorismo, que já tem 23 empresas incubadas com a participação de 86 alunos.

A incursão do Ibmec nessas áreas faz parte de uma tendência que outras escolas de negócio estão seguindo. O Insper é um exemplo. A tradicional instituição possui um curso de engenharia da computação há seis anos e acaba de lançar uma graduação em ciências da computação de olho no déficit de mais de 420 mil vagas no setor de tecnologia, segundo dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom). 

Crescimento

A área de negócios premium da Yduqs vêm crescendo em taxas mais elevadas que os demais negócios. Somente no terceiro trimestre de 2021, último dado divulgado, o faturamento do Ibmec e das faculdades de medicina foi de R$ 209 milhões, alta de 39,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos nove primeiros meses a alta foi de 52,4%, a R$ 407 milhões. Apesar da alta desse número, o Ibmec viu uma redução de 6,2 mil para 6,1 mil no terceiro trimestre.

Mas a Yduqs está de olho no potencial do Ibmec, seja por meio de novas aberturas de campi (o Ibmec vai iniciar cursos de graduação em Brasília no próximo mês), mas também com uma forte expansão das áreas de pós-graduação, que podem ser realizadas em diversas bases espalhadas pelo Brasil no modelo híbrido. Neste ano, por exemplo, a empresa ampliou as operações para Fortaleza (CE), Recife (PE) e pretende abrir em Manaus (AM).

O analista Leo Monteiro, da Ativa Investimentos, enxerga que o negócio premium da Yduqs com bons olhos. “O Ibmec vai muito em linha dos cursos de medicina, que tem mensalidades mais altas e evasão mais baixa. E no caso do segmento de educação, a marca importa muito e o Ibmec é muito reconhecido”, afirma.

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Ibmec vai abrir segundo câmpus em São Paulo, que terá foco em tecnologia e engenharia

Tradicional escola de negócios quer ampliar presença além das áreas de economia e administração; projeto terá investimento de R$ 12 milhões e câmpus abrigará 1,5 mil alunos

André Jankavski - O Estado de S.Paulo

A Yduqs prepara mais uma incursão no segmento de educação premium: a empresa, antiga Estácio, vai desembolsar R$ 12 milhões para instalar mais um câmpus do Ibmec em São Paulo, que será aberto na região da Avenida Faria Lima, centro financeiro do município. Porém, além do investimento em seu segundo espaço na capital paulista, a companhia também vai ampliar o escopo de atuação. Além dos cursos voltados para área econômica e contábeis, o Ibmec oferecerá graduações na área de engenharia, tecnologia e arquitetura. A inauguração está prevista para 2023. 

A investida faz parte de um movimento da companhia para capturar mais alunos das classes mais ricas, que trazem maior rentabilidade para o grupo e também representam um público mais resiliente em tempos de crise. Além do Ibmec, a empresa tem feito diversos aportes em faculdades de medicina: em julho, por exemplo, anunciou um investimento de R$ 30 milhões para criar o maior câmpus de medicina da empresa no Rio de Janeiro e, nos últimos anos, a empresa tem buscado (e comprado) diversos ativos na área. 

Ibmec terá mais um campus em São Paulo, na região da Avenida Faria Lima; aposta é para capturar mais alunos das classes mais ricas.  Foto: Wilton Júnior/Estadão - 3/8/2007

No caso do Ibmec, segundo Marina Fontoura, vice-presidente de operações premium da Yduqs, a empresa deve focar mais em crescimento orgânico. “Temos um plano de crescimento orgânico bastante sólido. A marca Ibmec é de nicho e queremos continuar sendo focada em um público específico”, diz ela.

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Isso não quer dizer, no entanto, que a instituição não deve buscar outros caminhos. A tradicional escola de negócios, que tem o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, como um dos fundadores, foi inaugurada no ano de 1970 para ampliar as opções de ensinos ligado ao mundo de investimentos e do mercado de capitais. Agora, a ideia é desbravar na área de tecnologia e empreendedorismo.

“A ideia é que esse novo câmpus tenha uma outra cara, a das engenharias e tecnologia. Claro que vamos manter os nossos carros-chefes, como administração e economia”, diz Reginaldo Nogueira, diretor-geral do Ibmec São Paulo. 

De acordo com Nogueira, a autorização dos cursos já está em andamento, como os de engenharia da computação. No caso de engenharia de produção, já há a aprovação do Ministério da Educação para o início das aulas, que vão começar no mês que vem no câmpus da instituição na Avenida Paulista. Para completar, a empresa quer ampliar o seus hub de empreendedorismo, que já tem 23 empresas incubadas com a participação de 86 alunos.

A incursão do Ibmec nessas áreas faz parte de uma tendência que outras escolas de negócio estão seguindo. O Insper é um exemplo. A tradicional instituição possui um curso de engenharia da computação há seis anos e acaba de lançar uma graduação em ciências da computação de olho no déficit de mais de 420 mil vagas no setor de tecnologia, segundo dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom). 

Crescimento

A área de negócios premium da Yduqs vêm crescendo em taxas mais elevadas que os demais negócios. Somente no terceiro trimestre de 2021, último dado divulgado, o faturamento do Ibmec e das faculdades de medicina foi de R$ 209 milhões, alta de 39,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos nove primeiros meses a alta foi de 52,4%, a R$ 407 milhões. Apesar da alta desse número, o Ibmec viu uma redução de 6,2 mil para 6,1 mil no terceiro trimestre.

Mas a Yduqs está de olho no potencial do Ibmec, seja por meio de novas aberturas de campi (o Ibmec vai iniciar cursos de graduação em Brasília no próximo mês), mas também com uma forte expansão das áreas de pós-graduação, que podem ser realizadas em diversas bases espalhadas pelo Brasil no modelo híbrido. Neste ano, por exemplo, a empresa ampliou as operações para Fortaleza (CE), Recife (PE) e pretende abrir em Manaus (AM).

O analista Leo Monteiro, da Ativa Investimentos, enxerga que o negócio premium da Yduqs com bons olhos. “O Ibmec vai muito em linha dos cursos de medicina, que tem mensalidades mais altas e evasão mais baixa. E no caso do segmento de educação, a marca importa muito e o Ibmec é muito reconhecido”, afirma.

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