Ideia de BC europeu emprestar ao FMI pode ser retomada

Segundo fonte, discussões sobre o assunto começaram durante reuniões do G-20, mas acabaram após forte oposição alemã; com poucas alternativas, conversações podem voltar

Regina Cardeal, da Agência Estado,

17 de novembro de 2011 | 14h02

Uma proposta para que o Banco Central Europeu (BCE) empreste recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para financiar pacotes de ajuda aos governos da zona do euro ameaçadas por insolvência, que foi repudiada pela Alemanha no início do mês, poderá ser retomada, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto.

Um representante sênior do FMI disse que o tópico surgiu na reunião do Grupo dos 20 (G-20) em Cannes, França, no início do mês, mas pode ressurgir apesar da forte resistência das autoridades da Alemanha e do BCE. "Não há discussões no momento, a Alemanha as matou no G-20", disse uma fonte. "Mas, com poucas outras alternativas viáveis, as conversações podem voltar", acrescentou.

Oficialmente, o FMI se recusou a comentar rumores de que poderia receber ajuda do Banco Central Europeu, para assim poder financiar pacotes de resgate para países problemáticos da zona do euro. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, também não quis se pronunciar sobre o assunto.

Itália

Mesmo que a ajuda seja efetivada, o porta-voz do FMI, David Hawley, avalia que Itália e Grécia precisam mostrar que estão comprometidas com a implementação de reformas fiscais e que é essencial que as autoridades europeias "ajam rapidamente" para introduzir os planos que visam conter a crise financeira e reduzir a volatilidade nos mercados.

Hawley também informou que ainda este mês o FMI deve enviar uma equipe de monitoração para a Itália. Segundo ele, a posse de um novo governo que tem um plano claro para tirar o país da crise deve fornecer clareza para os mercados. O porta-voz reiterou que a Itália não pediu nenhum financiamento para o FMI.

O represente do Fundo disse ainda que apoia a insistência das autoridades europeias em pedir dos líderes políticos gregos um documento por escrito se comprometendo com as reformas fiscais prometidas. De acordo com Hawley, uma vez que for assegurado um "amplo apoio" para o plano de austeridade, o FMI poderá completar sua atual análise sobre a situação fiscal da Grécia e decidir sobre a liberação do segundo pacote de resgate.

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, deve visitar o Brasil, México e Peru em breve.

As informações são da Dow Jones.

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