Importação de petróleo na China dever subir 11,2% em 2011, diz instituto

Alta para 264 milhões de toneladas no ano, ou 5,3 milhões de barris por dia, das importações líquidas de petróleo ajudaram em parte a expandir as reservas de petróleo do país

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

20 de janeiro de 2011 | 10h47

As importações líquidas de petróleo da China continuarão a aumentar a uma taxa de 11,2% neste ano, de acordo com um relatório anual emitido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e de Tecnologia da China National Petroleum Corp. (CNPC).

A alta, para 264 milhões de toneladas no ano, ou 5,3 milhões de barris por dia, das importações líquidas de petróleo do segundo maior consumidor da commodity do mundo, ajudaram em parte a expandir as reservas de petróleo do país, afirmou o instituto de pesquisa da maior produtora de petróleo e gás em volume da China.

No final do ano passado, a capacidade de reservas de petróleo da China foi equivalente a 39 dias de consumo, incluindo 178 milhões de barris de capacidade de reservas estratégicas e 168 milhões de barris de capacidade de reservas comerciais.

A capacidade de reservas comerciais de petróleo deverá crescer em 30 milhões de metros cúbicos em 2012, e a China vai concluir a segunda fase da construção de depósitos de reserva estratégica de petróleo no início de 2012, disse a unidade de pesquisa da CNPC.

O consumo aparente de petróleo da China deverá subir 7,2% neste ano, para 471 milhões de toneladas, enquanto o processamento de petróleo nas refinarias do país deverá alcançar 444 milhões de toneladas, ou 8,916 milhões de barris por dia, destacou o instituto. A produção de petróleo, enquanto isso, aumentará 2,5%, para 207 milhões de toneladas.

O processamento de petróleo nas refinarias da China subiu 13,4% em 2010, para 8,5 milhões de barris por dia, enquanto a produção de petróleo avançou 6,9%, para 4,1 milhões de barris por dia, de acordo com dados do governo. As importações líquidas aumentaram 19,3%, para 4,76 milhões de barris por dia no ano passado.

O instituto de pesquisa prevê que os preços internacionais do petróleo ficarão numa média de cerca de US$ 85 por barril a US$ US$ 90 por barril neste ano. A China usa geralmente como referência o contrato do petróleo leve negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).

As informações são da Dow Jones. 

Tudo o que sabemos sobre:
importaçãoChinapetróleo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.