Imposto alto dificulta negociação com grupo chileno, diz BTG

'Estamos comprando uma empresa no Chile e a pequena diferença é que nossos parceiros pagam 20% de imposto lá. Aqui nós pagamos 40%', diz André Esteves

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

24 de outubro de 2011 | 21h19

Os altos impostos no Brasil estão dificultando as negociações do BTG Pactual com o grupo chileno Celfin Capital, afirma o banqueiro André Esteves, CEO e sócio do BTG. "Estamos comprando uma empresa no Chile e a pequena diferença é que nossos parceiros pagam 20% de imposto lá. Aqui nós pagamos 40%. Quando ela virar uma subsidiária do Pactual, já custa 20% a mais", disse ele.

Em agosto, o BTG Pactual anunciou que negocia uma fusão com o grupo chileno Celfin dentro de sua estratégia de expansão para a América Latina.

Para Esteves, no médio prazo é fundamental uma reforma tributária no Brasil, pois os empresários estão pagando impostos demais.

Esteve fez palestra no início da noite desta segunda-feira na 12ª edição do Congresso Internacional de Governança Corporativa. O executivo não falou com a imprensa.

Pão de Açúcar

O banqueiro disse ainda que a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour ia gerar "ganhos excepcionais" para todas as partes, incluindo minoritários e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Chegou um determinado momento que o mercado acreditou que a operação ia sair. As ações do Pão de Açúcar subiram 30% e o BNDES teria ganho de 500 milhões de euros, o maior ganho do banco dos últimos dez anos", disse Esteves durante palestra no início da noite desta segunda-feira na 12ª edição do Congresso Internacional de Governança Corporativa do IBGC.

Esteves reiterou que a fusão não era uma oferta hostil, pois dependeria da aprovação de todos os acionistas, incluindo o francês Casino.

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