Inadimplência de empresas cresce 27% de janeiro a maio

Segundo a Serasa, porém, ritmo de piora está diminuindo e condições devem melhorar no 2º semestre

Agência Estado,

24 de junho de 2009 | 12h55

A inadimplência das empresas brasileiras cresceu 27% de janeiro a maio, mostra o Indicador Serasa Experian de Inadimplência de Pessoa Jurídica divulgado nesta quarta-feira, 24. Apesar da elevação no porcentual de empresas com dívidas em atraso, o ritmo de piora diminui, aponta a empresa.

 

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Para se ter uma ideia dessa desaceleração, se, de janeiro a março, a inadimplência aumentou 33,1% em relação ao primeiro trimestre de 2008, de janeiro a abril a elevação foi mais baixa, de 28,3%, ante o primeiro quadrimestre de 2008.

 

De abril a maio, a inadimplência subiu 7,2%. Por causa dos efeitos da crise econômica mundial, que afetam o Brasil desde o fim de 2008, maio de 2009 registrou inadimplência 21,9% mais alta do que o mesmo mês de 2008.

 

Segundo a Serasa, os analistas da empresa preveem uma melhora no índice no segundo semestre. "A melhora da atividade econômica em maio, com redução de juros, volta gradual do crédito e ampliação do consumo, deve contribuir para a reversão do quadro atual da inadimplência", informam.

 

A maioria das empresas (41,3%) com dívidas em atraso de janeiro a maio teve títulos protestados. O valor médio dessas dívidas foi de R$ 1.799,79 - número 22,2% mais alto do que o registrado no mesmo período do ano passado.

 

Os cheques sem fundo foram os causadores da inadimplência de 39,3% das empresas com dívidas em atraso, com valor médio de R$ 1.446,01 - 13,5% maior do que nos cinco primeiros meses do ano passado. As dívidas com bancos vencidas representam 19,3% da inadimplência, tendo valor médio de R$ 4.608,99 - 3,4% mais alto do que em 2008.

 

Critérios

 

No caso das dívidas com bancos, a empresa é considerada inadimplente e incluída na base do indicador se não regularizar a situação até dez dias após o recebimento de uma carta enviada pela Serasa. Esse comunicado é remetido aos inadimplentes após a Serasa receber as informações de seus clientes. Dessa forma, o critério de tempo para se considerar uma pessoa jurídica inadimplente é determinado pela empresa credora.

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