Inadimplência no Bradesco é a menor desde dezembro de 2008

 Índice do 1º trimestre cai 0,1 ponto percentual ante dezembro e vai a 3,4%; queda foi influenciada pela mudança da carteira, com destaque para o crescimento do crédito consignado e imobiliário

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

24 de abril de 2014 | 10h52

A inadimplência do Bradesco no 1º trimestre de 2014, considerando os atrasos superiores a 90 dias, de 3,4%, é a menor já apresentada pelo banco desde dezembro de 2008, segundo informação do próprio banco. De janeiro a março, os calotes recuaram 0,1 ponto porcentual ante dezembro, de 3,5%, em linha com as perspectivas de analistas do mercado e com a própria indicação da administração do Bradesco que já havia sinalizado estabilidade do indicador com possibilidade de redução. O declínio foi o quinto trimestral consecutivo no indicador de inadimplência do Bradesco.

Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o banco explica que a queda dos calores foi influenciada, principalmente, pela mudança do mix da carteira, com destaque para o crescimento de crédito consignado (com desconto em folha) e imobiliário. O Bradesco acrescenta ainda que o recuo no primeiro trimestre também foi beneficiado pelo aprimoramento "contínuo" dos modelos e sistemas de concessão de crédito e pelo aperfeiçoamento dos modelos internos de acompanhamento de risco.

O destaque no primeiro trimestre, segundo o banco, foi a redução apresentada pelo indicador da pessoa física. Os calotes deste público passaram de 5,0% ao final de dezembro para 4,7% no término de março. Em um ano, a queda chegou a 1,3 ponto porcentual. Nas grandes empresas, a inadimplência também melhorou, passando de 0,6% no quarto trimestre do ano passado para 0,4% nos três meses imediatamente posteriores. Em 12 meses, porém, foi visto aumento de 0,1 ponto porcentual.

Em contrapartida, os calotes aumentaram no período de referência, de 4,1% no quarto trimestre de 2013 para 4,2% nos três primeiros meses deste ano no segmento de micro, pequenas e médias empresas. Em um ano, foi registrado recuo de 0,4 ponto porcentual.

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