Inadimplência no Bradesco recua pouco no 1º trimestre

A taxa de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos acima de 90 dias, teve leve queda de 0,1 ponto porcentual no primeiro trimestre de 2013, para 4%, tanto em relação aos três meses anteriores como ante o mesmo período do ano passado. A queda vem após o número de calotes permanecer estável no quarto trimestre do ano passado e foi influenciada, principalmente, pela carteira de pessoas físicas.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

22 de abril de 2013 | 08h14

Na última divulgação de resultados, o diretor executivo do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, antecipou que o número de calotes no banco poderia retornar ao patamar do primeiro trimestre de 2012 já nos três primeiros meses de 2013. "Continuamos com a nossa expectativa de baixar a inadimplência para 4%, 3,9%. A inadimplência pode cair para 4% já no primeiro trimestre de 2013", disse ele, na ocasião.

A inadimplência da carteira de pessoas físicas do Bradesco encerrou março em 6,0%, abaixo dos 6,2% registrados em dezembro e me março de 2012, conforme relatório que acompanha as demonstrações contábeis do banco. Nas grandes empresas, o índice de calotes ficou estável em 0,3% nos três primeiros meses de 2013. Nos menores grupos, o indicador também não se alterou e permaneceu em 4,2%.

Provisões

De janeiro a março, as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, do Bradesco totalizaram R$ 3,109 bilhões, recuo de 3,1% ante o trimestre anterior. Esse declínio foi possível, conforme o Bradesco, pela redução do nível de inadimplência, "contrariando o impacto sazonal" de um maior número de calotes nos primeiros meses do ano. Em relação aos três primeiros meses de 2012, foi visto aumento de 0,5% nas PDDs do banco.

O saldo de PDDs do Bradesco atingiu R$ 21,359 bilhões ao final de março último, cifra 0,3% superior à de R$ 21,299 bilhões registrada no quarto trimestre do ano passado. Já na comparação anual, quando o saldo estava em R$ 20,117 bilhões, o crescimento foi de 6,2%.

Veículos

O Bradesco continuou reduzindo a liberação de recursos para a carteira de veículos destinada a pessoas físicas, que cresceu 1,4% de janeiro a março ante os três meses anteriores. Também foi vista redução em cartão de crédito. Na outra ponta, os destaques positivos deste público foram as linhas de crédito imobiliário, consignado (com desconto em folha) e cheque especial.

A carteira de financiamento a veículos recuou 3,2% no primeiro trimestre deste ano ante quarto trimestre de 2012 e de 7,6% ante 12 meses. No cartão de crédito, foi visto declínio de 3,1% e alta de 13,2%, respectivamente.

O crédito imobiliário apresentou expansão de 5,8% ao final de março ante dezembro e de 33,1% em um ano. A carteira de consignado também se destacou com aumento 8,1% e de 22,0%, nesta ordem. Cheque especial teve o maior crescimento trimestral na carteira de pessoa física, de 14,6%. Na comparação anual, a alta foi de 6,4%. Na outra extremidade, avais e fianças apresentaram o maior recuo no trimestre, de 15,1%.

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