Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Inadimplência pode começar a cair, diz Trabuco

A inadimplência atingiu um nível de estabilidade e os dados sugerem que ela pode começar a cair, destaca o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi nesta segunda-feira em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados trimestrais do banco. Essa redução pode ter impacto nas despesas com provisões nos próximos trimestres.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR E ALINE BRONZATI, Agencia Estado

23 de julho de 2012 | 11h46

"Continuamos tendo política prudente de provisionamento", afirmou. Trabuco destaca que há um processo de desalavancagem das empresas, renegociação de dívidas e uma nova composição de produtos de empréstimos do banco, com carteiras de menor risco ganhando espaço. O Bradesco fechou o segundo trimestre com inadimplência de 4,2%, considerando os atrasos acima de 90 dias, ante 4,1% no período anterior.

Sobre o crédito, Trabuco destacou que o banco mudou a projeção, baixando a expectativa de alta para um patamar "extremamente realista", de 14% a 18% em 2012, ante um intervalo anteriormente previsto de 18% a 22%.

Além disso, ele destacou que essas taxas ainda são "excepcionais", considerando o menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o desempenho dos empréstimos em outros países.

"A mudança da economia brasileira nos últimos anos criou um novo momento para o Bradesco", disse Trabuco. "Procuramos alcançar forte sinergia entre produtos da área financeira e da área de seguros", disse o presidente do banco, destacando que a área de seguros é uma das com maior potencial de crescimento.

Trabuco reforçou que o Bradesco busca um nível adequado de provisões e melhorar a eficiência, além de manter a estratégia de crescimento orgânico.

Para 2012, o executivo destacou que o banco vai investir R$ 5 bilhões, principalmente em tecnologia, infraestrutura e modernização de redes de atendimento e equipamentos. "Isso dá ideia do compromisso que nós temos com o crescimento brasileiro."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.