WERTHER SANTANA /ESTADÃO
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Inauguração de lojas novas impulsionou varejo, mostra pesquisa da Cielo

A média de crescimento das vendas no varejo nos últimos cinco anos foi de 11% ao ano, segundo o levantamento; relevância das lojas novas é ainda maior em ano de crise

Dayanne Sousa, O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 15h54

Atualizado às 16h15

SÃO PAULO - O crescimento das redes varejistas nos últimos cinco anos foi impulsionado pelo ritmo de inauguração de lojas novas, em especial em segmentos como móveis e eletrodomésticos, farmácias e supermercados, constatou estudo promovido pela Cielo, com base em dados das transações do varejo processadas pela adquirente.

A média de crescimento das vendas no varejo nos últimos cinco anos foi de 11% ao ano, segundo o levantamento. O setor de móveis e eletrodomésticos, porém, registrou desempenho mais fraco: média de 9% ao ano.

O vice-presidente de Produtos e Negócios da Cielo, Dilson Ribeiro, destacou que grande parte da expansão do setor foi dependente de lojas novas: as inaugurações responderam por 4 pontos percentuais da taxa de crescimento do setor de móveis e eletrodomésticos. Já no setor de drogaria e farmácias, que cresceu 15% ao ano no período, as inaugurações corresponderam a 3 pontos porcentuais do total da taxa de crescimento. Em supermercados e hipermercados, com taxa de crescimento de 13%, a expansão respondeu por 2 pontos porcentuais.

O peso das lojas novas indica que redes capitalizadas e com capacidade para manter inaugurações conseguem ganhar mercado, mesmo em períodos de desaceleração. O gerente da área de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto, afirmou que a relevância das lojas novas no crescimento do varejo tem sido ainda mais notável em 2015, em razão da crise. "O que vemos é uma ampliação desse cenário, com a expansão em lojas sustentando ainda mais o crescimento", disse.

Ajuste. Representantes de algumas principais companhias varejistas do Brasil consideraram a melhor gestão do capital de giro como uma prioridade em 2015. Ajustes em processos de oferta de crédito, expansão e relações de emprego foram citados por executivos de companhias como Riachuelo, Magazine Luiza, Walmart e Raia Drogasil durante painel em congresso de varejo em São Paulo.

A presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, comentou o cenário de taxa de juros elevada  e aumento do custo de capital. Apesar de ter reforçado que a companhia mantém os planos de abrir 30 lojas novas este ano, ela afirmou que a empresa tem buscado otimização:  diminuir o montante necessário para investimento em cada loja nova.

O presidente da RaiaDrogasil, Marcílio Pousada, afirmou que a companhia mantém um ritmo de expansão de 130 lojas novas este ano, mesmo patamar de 2014. O executivo destacou que a empresa tem buscado oportunidades de redução de custo de aluguel diante do momento menos aquecido do mercado imobiliário. "Abrir loja está mais fácil porque tem muitas placas de aluga-se", disse,

Já o presidente do Walmart, Guilherme Loureiro, destacou que a companhia tem priorizado a redução de gastos com integração de bandeiras nos últimos dois anos e, com isso, freou a inauguração de lojas novas. "Não tem mistério, tem de reduzir custo", disse.

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