InBev bate previsões de geração de caixa e triplica dividendo

A InBev, segunda maiorcervejaria do mundo em volume, bateu as expectativas do mercadoao divulgar aumento de 16,5 por cento na geração de caixa em2007 e ao propor aumento de mais de três vezes do dividendo. A fabricante das cervejas Stella Artois, Beck's e Brahmaanunciou que seu Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dejuros, impostos, amortização e depreciação) foi de 4,99 bilhõesde euros, contra média das previsões de 15 analistas ouvidospela Reuters de 4,90 bilhões de euros. A InBev, que desapontou investidores pela primeira vez em10 trimestres no período de julho a setembro, disse que a fortedemanda por cerveja no Brasil e a performance na EuropaOriental garantiram a solidez do resultado. As ações da InBev disparavam 8,3 por cento, a 57,33 euros. A InBev --formada pela união da belga Interbrew e dabrasileira AmBev -- também anunciou que está adaptando suapolítica de dividendos e removendo o limite máximo dedistribuição de 33 por cento do lucro aos acionistas. A empresaestá propondo dividendo de 2,44 euros por ação, mais de trêsvezes o 0,72 euro do ano anterior. A cervejaria revelou ainda que planeja recomprar até 500milhões de euros em ações. A InBev reconheceu problemas na China, onde a companhia temuma série de joint-ventures, e teve queda de 10,3 por cento novolume de vendas no Reino Unido. A empresa disse que vai tentarreverter as dificuldades nesses mercados. A InBev disse estar comprometida em elevar sua margemEbitda, mas não deu previsão. A empresa ressaltou que o fortecrescimento no primeiro semestre de 2007 impõe desafios aosprimeiros seis meses deste ano pela base de comparação,especialmente no atual trimestre. Os rivais da InBev têm mencionado aumento nos custos entre8,5 e 15 por cento este ano e que os preços subiriam entre 2 e5 por cento se necessário. A InBev disse que vai tentar manterqualquer aumento no preço da cerveja abaixo do nível dainflação. O presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito,disse em entrevista coletiva que a empresa poderia fazer umagrande aquisição se necessário, mas recusou-se a comentarespeculações no mercado de uma possível aliança com anorte-americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser. "Estamos felizes com o nosso tamanho atual", disse ele.

PHILI, REUTERS

28 de fevereiro de 2008 | 11h56

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