InBev fecha acordo com Bud e se torna maior cervejaria

A InBev fechou nesta terça-feira a compra da cervejaria Anheuser-Busch, criando a maior cervejaria do mundo. O negócio é também a maior aquisição em dinheiro da história, apesar da crise financeira global. A partir desta terça-feira, a fabricante da Stella Artois e da Beck's será conhecida como Anheuser-Busch InBev. Suas ações serão negociadas na bolsa de Bruxelas (Euronext) sob um novo símbolo, ABI, a partir de 20 de novembro. As ações da Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser e da Michelob, deixaram de ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova York com a aquisição por 70 dólares cada, ou um total de 52 bilhões de dólares. A nova empresa irá produzir cerca de um quarto de toda a cerveja mundial e gerará 36 bilhões de dólares em vendas anuais, ajudando a recuperar o posto de maior do mundo. A InBev perdeu o título no último ano para a britânica SABMiller. A InBev, conhecida pelos grandes cortes de custos, precisa agora honrar suas promessas financeiras, que incluem um corte de ao menos 1,5 bilhão de dólares dos custos anuais em três anos, ou até 2011. Segundo a Reuters Loan Pricing Corp, a InBev recebeu 54,8 bilhões de dólares em financiamentos para o acordo, incluindo um grande empréstimo de 45 bilhões de dólares e um empréstimo-ponte para uma emissão de ações em até seis meses após o fechamento do acordo. O empréstimo da InBev está sendo arranjado por Banco de Tóquio-Mitsubishi, Barclays Capital, BNP Paribas, Deutsche Bank, Fortis, ING, JP Morgan, Mizuho, Royal Bank of Scotland e Santander, segundo a RLPC. Analistas estavam preocupados sobre o destino do acordo após a crise global de crédito ter dificultado os arranjos de empréstimos e provocado uma grande reformulação na indústria bancária mundial. A Anheuser-Busch InBev ainda possui um empréstimo-ponte de 7 bilhões de dólares por 12 meses, até que venda alguns ativos. ATIVOS VALIOSOS Além de cervejarias, a Anheuser-Busch possui negócios de empacotamento e parques temáticos incluindo o SeaWorld e o Busch Gardens. "Nós temos uma lista de cinco ativos que são ativos valiosos. Do que vemos hoje, precisamos vender apenas dois ou três para conseguirmos 7 bilhões de dólares", afirmou o presidente-executivo, Carlos Brito, em entrevista divulgada no site da compaanhia. "Nós já tivemos algumas pessoas, apesar da crise de crédito, que chegaram consistentemente até nós... que estão interessadas nos ativos que podemos ter na nossa lista de vendáveis." Brito disse ainda que a base do acordo ficou intacta, apesar da crise intensificada em setembro. "O que muda no novo ambiente econômico é que nós teremos que trabalhar mais fortemente", afirmou.

MARTINNE GELLER, REUTERS

18 de novembro de 2008 | 18h28

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