Incorporadoras imobiliárias têm queda de 42% no valor de mercado desde 2009

Estudo da Economatica mostra que o valor de mercados das 19 empresas do setor listadas em Bolsa caiu de R$ 47 bilhões para R$ 20 bilhões desde 2009

Circe Bonatelli, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 17h03

Os atrasos de obras, estouros de orçamentos e cancelamentos de vendas castigaram as ações das incorporadoras na bolsa ao longo dos últimos quatro anos e meio, conforme mostra levantamento realizado pela Economática e divulgado nesta segunda-feira, 28.

O valor de mercado das 19 empresas do setor recuou de R$ 47,31 bilhões no dia 31 de dezembro de 2009 para R$ 20,29 bilhões na última sexta-feira, dia 25 de julho. A variação representa uma queda de R$ 20,29 bilhões ou 42,9%.

O tropeço é ainda maior se comparado com o auge vivido pelo setor, em 2010, quando as empresas fecharam o ano com valor de mercado estimado em R$ 55,1 bilhões, o pico da valorização.

Das 19 empresas analisadas pela Economatica, 13 tiveram queda de valor de mercado. A companhia com maior recuo foi a Viver (-92,7%), seguida pela Rossi Residencial (-83,5%), Sultepa (-79,9%), Brookfield Incorporações (-74,7%) e PDG Realty (-74,7%).

Outras seis, porém, mostraram melhora. A maior delas foi verificada na EZtec (179,0%), seguida por Helbor (135,8%), JHSP Participações (8,1%), João Fortes (7,6%), Direcional (4,7%) e Even (0,29%). Nesses casos, a expansão dos lançamentos de novos projetos imobiliários foi mais moderado, o que implicou em menos complicações operacionais.

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