Indefinição de preço atrasa venda do Panamericano

Ao contrário do que esperavam todas as partes envolvidas na negociação, a venda da fatia de Silvio Santos no banco Panamericano para o BTG Pactual continuava indefinida até o início da noite de ontem. A expectativa inicial era de que o martelo seria batido durante o fim de semana, para que a situação já estivesse acertada hoje, antes da abertura do mercado financeiro. A principal divergência diz respeito ao preço.

AE, Agencia Estado

31 de janeiro de 2011 | 09h02

Embora tenha aceitado, a contragosto, vender sua participação no banco, Silvio Santos não estaria satisfeito com o valor oferecido pelo banco de André Esteves. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), credor do empresário em R$ 2,5 bilhões, também estaria insatisfeito. Sem a conclusão do negócio, a divulgação do balanço do Panamericano foi novamente adiada. O objetivo inicial era anunciar hoje os números relativos ao terceiro trimestre e aos meses de outubro e novembro de 2010.

A ideia era mostrar os dados junto com a solução para cobrir o novo rombo nas contas do banco, revelado na quinta-feira. Por ora, não há previsão de nova data para a divulgação do balanço. Além dos R$ 2,5 bilhões descobertos pelo Banco Central (BC) no segundo semestre do ano passado, há mais um rombo, que seria de R$ 1,5 bilhão. Uma das divergências na negociação com o BTG diz respeito justamente ao tamanho do rombo adicional, que poderia ser menor. Quando soube do novo problema, Silvio contratou profissionais para checar minuciosamente as contas.

Representantes de Silvio, do BTG, da Caixa Econômica Federal (que detém um terço do capital do Panamericano) e do FGC passaram o fim de semana negociando em São Paulo. Outros profissionais, ligados ao banco comprador, checaram documentos e livros do banco. Já se sabe que Silvio não ficará com nada do que for obtido com a venda. Parte do dinheiro será usada para tapar o novo rombo - e, com isso, permitir que o banco continue funcionando - e o que sobrar servirá para abater a dívida do empresário com o FGC. Se a proposta do BTG for grande o suficiente para cobrir os estimados R$ 4 bilhões, Silvio resolveria todos os problemas em relação ao banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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