Indicador de atividade da indústria sobe 0,6% em julho, diz Fiesp

Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou em 81,5% em julho

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

26 de agosto de 2010 | 11h19

O Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apresentou alta de 0,6% em julho ante junho com ajuste sazonal, de acordo com informações divulgadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo o indicador avaliado sem ajuste sazonal, o INA registrou uma alta de 2,6% no mês de julho, ante junho.

A atividade do setor manufatureiro de São Paulo avançou 7,2% em julho, ante julho de 2009. No acumulado de janeiro a julho, o índice aumentou 12,7%. Em 12 meses, o resultado apontou alta de 6,7%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 81,5% em julho, depois de ter atingido 81,8% em junho, com ajuste sazonal. Sem o ajuste da sazonalidade, o índice ficou em 82,7% em julho, de 82,8% em junho.

O Sensor, índice da Fiesp que avalia a confiança dos industriais paulistas, subiu de 52,4 pontos em julho para 53,8 pontos em agosto. Dos cinco itens que formam o Sensor, quatro subiram. O índice que apura a perspectiva de avanço dos investimentos subiu de 53,0 pontos em julho, para 56,9 pontos em agosto, o que ajudou a puxar para cima o item emprego, que passou de 54,2 pontos para 56,3 pontos. As vendas apresentaram uma evolução de 50,8 pontos para 54,8 pontos e a avaliação do item mercado apresentou incremento de 55,8 pontos para 56,5 pontos. Somente o item Estoque baixou de  47,6 pontos em julho para 43,1 pontos em agosto, o que é um reflexo do bom nível de atividade e das vendas industriais.

Perspectiva

O diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francine, que o indicador de nível de atividade da indústria paulista deve avançar perto de 11% neste ano. Esta marca é menor em relação à estimativa anterior de avanço de 15%. De acordo com técnicos da entidade, a revisão foi feita devido à desaceleração da economia no 2º trimestre que foi mais vigorosa do que o esperado. Em função do menor ritmo do PIB do trimestre passado, o INA de junho registrou queda de 0,6% ante maio, com ajuste sazonal, e retração de 0,3% sem ajuste.

Na avaliação de Francine, mesmo que a economia apresente um bom ritmo de expansão de agosto até dezembro será muito difícil que o INA supere a alta de 11% neste ano. Embora avalie que o indicador deve apresentar avanços mensais entre 0,5% e 0,9% de agora até o fim do ano, ele ressaltou que para atingir uma marca superior aos 11% em 2010, o índice precisaria subir pelo menos 1% ao mês até dezembro. "Isso será muito difícil de ocorrer", comentou o chefe do departamento da entidade paulista.

Apesar do nível de atividade da economia apresentar um bom ritmo de alta, que leva o Ministério da Fazenda a prever que o PIB vai crescer 6,5% este ano, Francine observou que o nível de utilização da capacidade instalada paulista apresenta patamares confortáveis. O Nuci caiu de 81,8% em junho para 81,5% em julho, com ajuste sazonal e sem essa correção houve uma leve oscilação de 82,8% para 82,7%. Ele apontou que há setores com produção em alta velocidade, como o que representa a fabricação de carvão coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e produção de álcool, que tem um Nuci de 98,2% em julho, pouco abaixo do 98,7% apurados em junho. Ele também destacou que o segmento produtor de veículos automotores também tem um bom nível de utilidade. Porém, Francine notou que o Nuci está, no geral, em patamares confortáveis.

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