Índice global de preço dos alimentos cai 1% em junho, calcula FAO

Segundo a FAO, o encarecimento das carnes foi compensado por quedas nas cotações do açúcar, dos produtos lácteos e dos cereais

Gabriela Mello, da Agência Estado,

04 de julho de 2013 | 08h54

ROMA - Os preços globais dos alimentos caíram 1% em junho na comparação com maio, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O encarecimento das carnes foi compensado por quedas nas cotações do açúcar, dos produtos lácteos e dos cereais, esclareceu a entidade nesta quinta-feira. O índice de preço dos alimentos calculado pela FAO, que mede as variações mensais uma cesta de commodities alimentícias no mercado internacional, ficou em 211,3 pontos no mês passado, dois pontos abaixo em relação a maio.

O indicador para produtos lácteos em junho recuou 4,3% frente ao mês anterior. "A calma está retornando ao mercado após uma queda abrupta na produção (de leite) da Nova Zelândia, com as ofertas vindo de outros fornecedores, incluindo Europa e Estados Unidos. Consequentemente, os preços estão caindo", explicou a organização em um relatório.

O índice do açúcar caiu 3% no último mês, para 242,6 pontos. Foi o terceiro mês consecutivo de queda nas cotações mundiais devido à previsão de um grande excedente nos principais países produtores, especialmente no Brasil, maior produtor e exportador do mundo. "Isto é, apesar das fortes chuvas terem reduzido o ritmo da colheita no Centro-Sul, maior área produtora do País", disse a FAO.

O indicador dos cereais em junho tive baixa de 1% ante maio, para 236,5 pontos, com a expectativa de safras volumosas neste ano em várias partes do mundo, incluindo os Estados Unidos e a região do Mar Negro. "Os preços do trigo foram os que mais caíram por causa da pressão sazonal da colheita no Hemisfério Norte", informou a entidade.

Na contramão, o índice das carnes aumentou 2% no mês passado. Mas a FAO sinaliza que os preços estão começando a cair devido à redução da demanda de importadores asiáticos, especialmente do Japão e da Coreia do Sul, onde a produção doméstica aumentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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