Índices dos EUA encerram perdas, mas têm baixo volume

Os principais índices das bolsas norte-americanas se recuperaram após sete dias de perdas nesta segunda-feira, conforme investidores viram o último esforço de líderes europeus contra a crise da dívida na zona do euro como uma oportunidade para cobrir posições vendidas.

CAROLINE VALETKEVITCH, REUTERS

28 de novembro de 2011 | 20h08

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 2,59 por cento, para 11.523 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 2,92 por cento, para 1.192 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 3,52 por cento, para 2.527 pontos.

Logo após o fechamento, a agência de classificação de risco Fitch anunciou que estava revisando de estável para negativa a perspectiva da nota "AAA" dos Estados Unidos.

O giro financeiro foi fraco, sinal de que o ceticismo permanece em alta. Apenas 6,2 bilhões de papéis trocaram de mãos durante o dia nas bolsas norte-americanas, patamar muito inferior à média de 8 bilhões de ações.

O varejo foi um dos setores a registrar maior valorização após o forte início da temporada de compras de fim de ano. Vendas recordes durante o feriado do Dia de Ação de Graças impulsionaram os ganhos nos papéis de grandes varejistas, incluindo os da Macy's, que saltaram 4,7 por cento.

Os ganhos se seguem a uma sequência de sete dias de perdas do S&P 500. A última tentativa de colocar os problemas da zona do euro a caminho de uma solução envolve um esforço da França e da Alemanha para um controle orçamentário mais severo entre os membros da zona do euro.

Analistas afirmam que a medida pode não induzir novas compras no mercado sem um plano de ajuda à zona do euro.

"Infelizmente, esses ralis têm curta duração até que dólares e euros de verdade sejam injetados no sistema financeiro", disse o gerente de portfólio da Stifel, Nicolaus & Co, Chad Morganlander, em Nova Jersey,

A Alemanha e França querem obter poderes de rejeitar orçamentos de países da zona do euro que violam regras da União Europeia antes de uma reunião de cúpula da UE em 9 de dezembro.

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