Índices dos EUA fecham em baixa pelo 7o pregão nos últimos 8

Um recuo inesperado nas vendas de varejo em junho foi o mais recente sinal preocupante da economia norte-americana, derrubando ligeiramente as ações nesta segunda-feira, mas as ações do Citigroup aliviaram as perdas, após o banco divulgar seus resultados trimestrais.

EDWARD KRUDY, Reuters

20 de julho de 2012 | 13h21

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,39 por cento, para 12.727 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,23 por cento, para 1.353 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,40 por cento, para 2.896 pontos.

O S&P 500 fechou em baixa em sete dos últimos oito pregões, pressionado por preocupações sobre crescimento econômico. Ainda assim, num sinal de resiliência, o índice ainda está 7 por cento acima da mínima atingida no início de junho, apesar da piora nos dados econômicos.

O volume de negociações de 4,95 bilhões de ações na NYSE, na Amex e na Nasdaq foi o segundo menor no ano, de acordo com dados preliminares da Reuters.

A queda nas vendas de varejo em junho, terceiro declínio mensal seguido, contrastou com as expectativas de economistas, que previam um leve aumento, e foi o mais recente sinal de que a economia está desacelerando.

Os resultados trimestrais do Citigroup, que excederam as estimativas de analistas, se seguem à divulgação do balanço do JPMorgan na sexta-feira, que também superou as previsões do mercado e catalisou um rali que deu fim a uma série de seis pregões de perdas no Dow.

A ação do Citigroup teve valorização de cerca de 0,6 por cento para 26,81 dólares. Embora o terceiro maior banco dos Estados Unidos em termos de ativos tenha registrado resultados melhor do que o esperado, seu lucro caiu 12 por cento devido a perdas relativas a ativos da era da crise de crédito.

O operador-chefe do OakBrook Investments, que gere 1,3 bilhões de dólares em ativos, Giri Cherukuri, disse que há um cabo de guerra entre balanços que superam previsões do mercado no setor financeiro e preocupações com a economia.

"Na próxima semana, o mercado será guiado mais por balanços do que por dados econômicos", disse, notando que certas projeções cautelosas de empresas dos EUA podem significar resultados desapontantes na temporada de balanços.

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