Índices dos EUA recuam com falência da MF Global

Os principais índices do mercado de ações norte-americano encerraram seu melhor mês desde 1991 em queda nesta segunda-feira. O setor financeiro foi golpeado com o pedido de proteção contra falência da MF Global e com novos temores sobre a crise na Europa surgiram.

EDWARD KRUDY, REUTERS

31 de outubro de 2011 | 19h28

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, recuou 2,26 por cento, para 11.955 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq teve variação negativa de 1,93 por cento, para 2.684 pontos. O índice Standard & Poor's 500 registrou oscilação negativa de 2,47 por cento, para 1.253 pontos.

No acumulado de outubro, o Dow Jones teve ganho de 9,5 por cento, o Nasdaq teve alta de 11,1 por cento. Já o S&P 500 subiu 10,8 por cento, cravando o melhor mês desde dezembro de 1991.

Em um sinal de que os problemas da Europa estão longe de terminar, a rentabilidade dos títulos de dívida italianos e espanhóis subiu expressivamente, levando o Banco Central Europeu (BCE) a comprar a dívida, enquanto ações de bancos europeus ficaram sob forte pressão de venda.

A MF Global, corretora de futuros que fez grandes apostas em títulos da dívida soberana europeia, entrou com pedido de proteção judicial contra falência, tornando-a maior vítima norte-americana da crise da zona do euro. A negociação das ações da empresa foi interrompida.

Os papéis do setor financeiro tiveram uma queda acentuada. A ação do Morgan Stanley, que está propensa a um mau desempenho desde o surgimento de temores sobre a Europa, caiu quase 9 por cento. As perdas desta segunda-feira marcaram uma reversão da euforia da semana passada devido a um acordo de líderes europeus destinado a conter a crise da dívida.

"Começamos o dia com mais perguntas sobre a União Europeia", disse o diretor administrativo da Southwest Securities, Mark Grant, na Flórida. "Sérias dúvidas foram levantadas, e em seguida veio a notícia da MF Global. A MF está envolvida em todos os tipos de mercados, e as conseqüências de sua falência são desconhecidas".

Com a aceleração da onda de vendas perto do fechamento do pregão, o índice de volatilidade CBOE saltou mais de 22 por cento, tendo seu maior ganho diário desde meados de agosto.

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