Índices dos EUA recuam com novas preocupações sobre Europa

As ações norte-americanas fecharam em baixa nesta quarta-feira, com protestos na Espanha e na Grécia a respeito de medidas de austeridade na zona do euro suscitando novas preocupações sobre a capacidade da Europa de manter sua crise da dívida sob controle.

Reuters

26 de setembro de 2012 | 18h03

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,33 por cento, para 13.413 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,57 por cento, para 1.433 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,77 por cento, para 3.093 pontos.

Investidores liquidaram papéis de setores mais sensíveis a risco, como energia e tecnologia, e compraram ações de áreas mais defensivas, como utilidades públicas e bens de consumo.

O índice tecnológico do S&P 500 recuou 0,8 por cento e o energético caiu 0,9 por cento, enquanto o indicador de utilidades públicas teve oscilação positiva de 0,2 por cento.

Protestos violentos em Madri contra medidas de austeridade e crescentes fervores separatistas na Catalunha intensificaram a pressão sobre o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, à medida que ele chega mais perto de solicitar um resgate à zona do euro.

Enquanto isso, a Grécia enfrentou seu maior protesto contra austeridade em mais de um ano após credores internacionais admitirem dificuldades para resolver a crise da dívida de Atenas.

"Há forte discordância entre o povo nas ruas e os formuladores de políticas", disse o vice-presidente de investimentos do Solaris Group em Bedford Hills, Nova York, Tim Ghriskey.

"Acredito que isso está certamente causando certa preocupação" entre os investidores, completou, acrescentando que "o mercado provavelmente está buscando uma desculpa para ter uma correção".

O S&P 500 acumulou ganho de 5,2 por cento até agora no terceiro trimestre e de 1,9 por cento em setembro, historicamente um mês fraco para as ações.

Esses ganhos estiveram amplamente ligados a medidas anunciadas pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, e pelo Banco Central Europeu (BCE) com o objetivo de impulsionar suas respectivas economias.

(Reportagem de Caroline Valetkevitch)

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