Índices dos EUA recuam, derrubados por Caterpillar e Apple

O S&P 500 registrou nesta terça-feira seu pior pregão desde junho, derrubado pela ação da Caterpillar após a companhia reduzir suas projeções de lucro, juntando-se a uma lista de empresas de alto perfil que têm sugerido que seu crescimento ficará aquém das expectativas do mercado.

CAROLINE VALETKEVITCH, Reuters

25 de setembro de 2012 | 18h13

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,75 por cento, para 13.457 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 1,05 por cento, para 1.441 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,36 por cento, para 3.117 pontos.

O setor tecnológico também foi alvo de pressão após um segundo dia de desvalorização na ação da Apple, companhia aberta mais valiosa do mundo. O papel da empresa recuou 2,5 por cento, para 673,54 dólares, após o esgotamento da oferta inicial do novo iPhone, levantando preocupações a respeito da capacidade da empresa de atender à demanda.

A Caterpillar, fabricante de equipamento pesado, culpou na segunda-feira o lento crescimento global pela redução de suas estimativas. Outras companhias que reduziram suas expectativas recentemente incluem as referenciais FedEx e Norfolk Southern.

A ação da Caterpillar foi a que mais exerceu peso sobre o Dow Jones pelo segundo pregão consecutivo, encerrando com baixa de 4,2 por cento, para 87,01 dólares. Foi a pior queda percentual diária da companhia desde maio.

Os declínios desta terça-feira anularam ganhos anteriores na sessão, atribuídos a compras de ações que recentemente registraram boa performance para melhorar portfólios perto do fim do trimestre.

Dados mais fortes sobre confiança do consumidor norte-americano também levaram a avanços temporários. Em dados separados, os preços de moradias para uma única família nos EUA subiram pelos sexto mês seguido em julho, apesar de a melhora não ter sido tão forte como esperado.

Esse é "um mercado que avançou fortemente e superou uma muralha de preocupações", disse o chefe de alocação acionária do Piper Jaffray, Jim Fehrenbach.

"Neste momento, o mercado está ficando arisco e buscando razões para que compradores adotem uma postura menos agressiva", completou.

(Reportagem adicional de Atossa Abrahamian)

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