Índices dos EUA recuam, mas têm melhor 3o trimestre desde 2010

As ações norte-americanas fecharam seu melhor terceiro trimestre desde 2010 após uma onda de estímulos de bancos centrais gerarem uma forte reversão nas bolsas, embora sinais de fraqueza na economia tenham derrubado o mercado nesta sexta-feira.

EDWARD KRUDY, Reuters

28 de setembro de 2012 | 18h13

O S&P 500 avançou 5,9 por cento ao longo dos últimos três meses, enquanto bancos centrais aparelharam-se para incentivar a liquidez dos mercados e impulsionar suas economias desaceleradas. As medidas já levaram o índice-termômetro a acumular uma alta de quase 17 por cento no ano.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,36 por cento nesta sexta-feira, para 13.437 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,45 por cento, para 1.440 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,65 por cento, para 3.116 pontos.

Na semana, a tendência também foi negativa, com o Dow Jones recuando 1,1 por cento, o S&P 500 registrando perda de 1,3 por cento e o Nasdaq tendo variação negativa de 2 por cento.

No trimestre, entretanto, o Dow Jones avançou 4,3 por cento e o Nasdaq registrou oscilação positiva de 6,2 por cento.

Mas, nesta sexta-feira, investidores tiveram de lidar com mais dados econômicos desapontadores, com a atividade industrial no Meio-Oeste norte-americano registrando contração pela primeira vez desde 2009.

A notícia é divulgada pouco após a publicação de outros relatórios fracos sobre manufaturas, e depois de uma forte queda no número de encomendas de bens duráveis nos EUA no mês passado.

"A realidade é que os fundamentos do mercado não embasam uma alta de 17 por cento no ano até agora, mas, com os estímulos, isso tem um imenso impacto", disse o presidente da Gary Goldberg Financial Services, Oliver Pursche.

No pregão desta sexta-feira, as ações reduziram ainda suas perdas após a publicação dos resultados de testes de estresse do setor bancário espanhol, que ficaram amplamente dentro das expectativas.

A auditoria independente mostrou que bancos do país europeu precisarão de 59,3 bilhões de euros em capital extra para livrarem-se de sérios problemas econômicos.

Tudo o que sabemos sobre:
WALLSTFECHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.