Índices dos EUA têm rali com Espanha mais próxima de reformas

O índice S&P 500 interrompeu nesta quinta-feira uma série de cinco pregões de baixa fechando após um amplo rali, com os planos de recuperação econômica da Espanha aliviando algumas preocupações a respeito de um dos países mais problemáticos da zona do euro.

CAROLINE VALETKEVITCH, Reuters

27 de setembro de 2012 | 18h26

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,54 por cento, para 13.485 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,96 por cento, para 1.447 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 1,39 por cento, para 3.136 pontos.

O S&P 500 chegou a subir 1 por cento, seu maior ganho percentual desde que o Federal Reserve, banco central norte-americano, anunciou uma terceira rodada de estímulos em 13 de setembro.

A Espanha apresentou um cronograma detalhado para reformas econômicas e um rígido orçamento para 2013 baseado principalmente em cortes de gastos.

"Qualquer informação que aumentar nossa compreensão sobre o que vai acontecer é boa para o mercado. É uma notícia pequena, mas mais certeza é algo bom", avaliou o operador-chefe da OakBrook Investments LLC, Giri Cherukuri.

O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse que o cronograma detalhado da Espanha para suas reformas econômicas vai além do que a Comissão Europeia exigiu do país. Rehn disse que ele representa um ambicioso passo adiante.

Ações ligadas ao ouro estiveram entre as de melhores performances no dia. O índice PHLX de ouro e prata fechou, por exemplo, com alta de 3 por cento.

O rali desta quinta-feira foi ampliado por um impulso de último minuto entre os investidores com o objetivo de melhorar o desempenho de seus portfólios antes do fim do trimestre, com o S&P 500 em vias de registrar ganho de 6,2 por cento no terceiro trimestre. O último pregão desse período será sexta-feira.

"O que vimos é, de maneira ampla, uma consolidação, mas também uma tentativa de gestores de fundos de assumir uma posição apropriada pelo resto do ano, de entrar nos melhores setores", afirmou o chefe de estratégia técnica do Delta Global Asset Management, Bruce Zaro.

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