‘Indignados’ da Espanha prometem mais protestos, apesar de veto oficial

Manifestantes convocam protesto nacional na semana anterior à eleição geral do país, no dia 20 de novembro

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

31 de outubro de 2011 | 14h58

Os manifestantes da Espanha, chamados de "indignados", prometeram protestos em mais de 100 locais de Madri, desafiando uma proibição pré-eleitoral do governo. Entre os locais de protesto está a Puerta del Sol, onde nasceu o movimento.

Os ativistas, descontentes com os cortes de gasto do governo que afetam a população em geral, com o alto desemprego e com a corrupção na política, convocaram um protesto nacional na semana anterior à eleição geral de 20 de novembro.

Os manifestantes afirmaram que podem realizar uma marcha em 13 de novembro que partirá da estação de trem Atocha, no centro de Madri, para as grandes praças Cibeles e Puerta del Sol, todos locais agora proibidos para a realização de protestos.

No Twitter e no Facebook, alguns ativistas também convocaram um protesto na Puerta del Sol para 19 de novembro, um dia de "reflexão" antes da eleição, quando é proibido realizar atos políticos.

O governo regional de Madri declarou em 12 de outubro que mais de 100 locais não podem receber protestos, apenas eventos partidários. A autoridade eleitoral da região da capital acrescentou vários locais públicos - incluindo a Puerta del Sol - à lista de locais proibidos, em comparação com as últimas eleições gerais, em 2008, ou com as eleições regionais de 22 de maio deste ano.

A decisão do comitê eleitoral foi "contraditória", afirmou em comunicado os organizadores do protesto Asamblea Sol (Assembleia Sol). "Se os cidadãos devem, é claro, ouvir as mensagens dos partidos, então é também a hora dos partidos ouvirem os cidadãos de que, tememos, eles estão tão separados", afirmou o grupo.

O movimento de protesto espanhol começou em 15 de maio, quando uma manifestação na Puerta del Sol gerou um protesto que se disseminou internacionalmente. Dezenas de milhares de pessoas foram à praça na véspera das eleições locais de 22 de maio, nas quais o governista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, foi massacrado pelo conservador Partido Popular (PP).

Espera-se que o resultado seja similar nas eleições gerais de novembro, com as pesquisas de opinião registrando uma vantagem folgada para o PP.

As informações são da Dow Jones.

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