Indústria criou 79 mil postos em BH e SP, diz IBGE

Para gerente do instituto, resultado pode ser um indício de que o setor voltará a contratar no País

Daniela Amorim, da Agência Estado,

22 de junho de 2011 | 11h39

A criação de 79 mil novos postos em maio na indústria de Belo Horizonte e São Paulo pode ser um indício de que o setor voltará a contratar no País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação caiu 0,6 pontos porcentuais em maio ante abril na região metropolitana de Belo Horizonte. Em São Paulo, a queda foi de 0,4 ponto porcentual, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego.

"Em Belo Horizonte, houve a criação de 30 mil postos a mais na indústria, um número significativo", disse o estatístico Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Apesar dos números modestos em relação ao porte da indústria da região, São Paulo registrou a criação de 49 mil postos no setor em maio. "São Paulo tende a ter um efeito farol. O que acontece lá acontece depois no resto do País. Ainda que não seja estatisticamente significativo, é um resultado importante", afirmou Azeredo.

Desemprego no Rio e Porto Alegre

As regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre registraram alta no desemprego - de 0,6 ponto, 0,3 ponto e 0,5 ponto porcentual, respectivamente -, impedindo que a taxa de desocupação caísse em maio ante abril, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Maio é um mês onde há tradicionalmente uma recuperação do mercado de trabalho, porém, a taxa de desemprego no País apresentou estabilidade, situando-se em 6,4%. O estatístico Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, explicou que o aumento no desemprego em Salvador ocorreu no comércio e não é motivo de preocupação, porque seria consequência de uma informalidade da região. "O cenário econômico não é tão forte quanto o do Rio e de Porto Alegre. Essas inflexões são esperadas por lá", contou Azeredo.

Quanto ao Rio, Cimar Azeredo conta que é preciso isolar o resultado do mês e aguardar o comportamento da taxa nas próximas leituras para entender o que aconteceu. "O aumento não era esperado. Foge completamente de qualquer resultado que a série mostrou até hoje. A série poderia ter apresentado queda, mas não ocorreu por causa desse aumento da desocupação no Rio de Janeiro", avaliou.

Já o resultado de Porto Alegre pode ter sido afetado pelo fechamento de uma fábrica da Azaleia, que também teria afetado fornecedores locais. "Eu não sei se isso está refletindo o fechamento dessa fábrica. Era para essa região estar apresentando alta na ocupação, mas está mostrando queda", ressaltou. "Nós poderíamos termos tido com certeza uma inflexão da taxa de desocupação se não tivéssemos tido esses resultados no Rio de Janeiro e em Porto Alegre".

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