Indústria da construção piorou em abril, apura CNI

 Tiveram queda o nível de atividade, que recuou pelo sexto mês consecutivo, e a utilização da capacidade de operação 

Laís Alegretti, da Agência Estado,

23 de maio de 2013 | 11h56

A indústria da construção no Brasil mostrou piora em abril. Tiveram queda o nível de atividade, que recuou pelo sexto mês consecutivo, e a utilização da capacidade de operação. Os resultados ruins foram puxados pelas empresas de grande porte e afetaram as expectativas dos empresários do setor para os próximos meses. As informações são da pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador de evolução do nível de atividade do setor registrou 45,5 pontos no mês passado, na média das indústrias de pequeno, médio e grande porte. Para as maiores empresas, o índice foi ainda menor: 44,9 pontos. Também caiu o nível de atividade em relação ao usual. O índice de 43,7 pontos foi o menor da série histórica, iniciada em dezembro de 2009, segundo a pesquisa. A escala vai de zero a 100. Os números abaixo de 50 indicam queda da atividade ou atividade abaixo do usual.

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) caiu de 70%, em março, para 66%, em abril. A CNI aponta que esse é o pior resultado desde janeiro de 2012 e que a redução foi mais intensa entre as grandes empresas - que passaram de 73% em março para 67% no mês passado. O baixo desempenho já tem reflexos na redução do número de empregados. O índice de 48 pontos em março caiu para 45,6 pontos em abril e foi disseminado entre as empresas, de acordo com o levantamento.

Futuro

A CNI aponta que o cenário negativo afetou a confiança dos empresários do setor de construção para os próximos seis meses. As perspectivas em relação ao nível de atividade caíram de 58,7 pontos em abril para 56 pontos neste mês. A confiança sobre novos empreendimentos e serviços também teve recuo: de 59,2 pontos para 56,2 pontos no mesmo período. A expectativa em relação à compra de insumos e matérias-primas caíram de 57,5 pontos para 55,2 de abril para maio. A perspectiva sobre o número de empregados baixou se 57,4 pontos para 54,7 pontos. A pesquisa foi feita entre 2 e 14 de maio, com 470 empresas brasileiras, segundo informou a entidade.

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