Indústria do café se moderniza e marcas regionais crescem, diz IEA

São Paulo, 8 - O pesquisador Celso Luis Vegro, da Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, informou hoje que as indústrias de torrefação de café no Brasil vivem uma espécie "surto de modernização". "A gestão familiar tem dado espaço para a gerência profissional, elevando o padrão empresarial das torrefações, com maior interesse na exportação", diz o pesquisador. Segundo ele, novas tecnologias para embalagem e evolução do processo de torra do café também são algumas das consequências dessa modernização. Vegro acrescenta que o mercado interno continua pulverizado (existem entre 1.100 e 1.150 indústrias espalhadas pelo País), mas nota-se um crescimento de marcas regionais, como a Café Canecão, de Campinas (SP). Isso leva a um lento processo de fusões e aquisições, desacelerando a concentração do mercado. Apesar de moroso, o movimento de aquisições ocorre, como a compra da torrefadora Pimpinela, do Rio, pela Santa Clara, do Ceará, no ano passado. Além disso, mais recentemente marcas como Café Moka, que estava praticamente desativada, têm apresentado um revigoramento. Vegro estima que as seis maiores empresas de torrefação e moagem do País (Sara Lee, Melitta, Mitsui, Damasco, Santa Clara e Bom dia) concentrem cerca de 40% do mercado brasileiro de torrado e moído.

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