Indústria e comércio chineses crescem abaixo das expectativas no bimestre

Vendas no varejo aumentaram 11,8% no período de janeiro a fevereiro; produção industrial cresceu 8,6%

Fernando Ladeira, Agência Estado

13 de março de 2014 | 11h09

Os dados chineses sobre o desempenho da indústria e do comércio cresceram abaixo das expectativas no início deste ano.

O indicador que mede as vendas no varejo da China registrou alta de 11,8% no período de janeiro a fevereiro, em relação ao dois primeiros meses de 2013, frustrando a projeção de analistas consultados pela Dow Jones Newswires de crescimento de 13,5%.

As informações foram divulgadas pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. Em fevereiro, na comparação mensal, as vendas no setor varejista da maior economia asiática subiram 0,71%.

Na indústria, o valor acrescentado da produção da China teve crescimento de 8,6% nos dois primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2013.

O avanço no acumulado de janeiro e fevereiro ficou abaixo da média das estimativas dos analistas do mercado consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam alta de 9,5%. Em fevereiro, a produção industrial aumentou 0,61% ante janeiro.

Crescimento econômico. A China conseguirá manter o crescimento econômico em um intervalo razoável neste ano, mas essa não é a principal preocupação do governo, afirmou o primeiro-ministro da China, Li Keqiang. "Nós não estamos preocupados com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)", disse, acrescentando que o emprego e os níveis de renda e o controle da poluição também são objetivos importantes.

Em entrevista coletiva após o encerramento do anual Congresso Nacional do Povo, Li reiterou que a meta de crescimento de 7,5% para o (PIB) é flexível. "Nós podemos tolerar um crescimento um pouco maior ou um pouco menor." Questionado sobre o menor nível aceitável, Li respondeu que esse seria a taxa de crescimento que irá gerar o número suficiente de empregos. A China persegue a meta de manter a taxa de desemprego urbana inferior a 4,6% neste ano.

O primeiro-ministro também disse que vê mais dificuldades para a economia neste ano, mas reafirmou que o país "tem grande potencial e resiliência". Ele ainda alertou que Pequim terá tolerância zero com funcionários corruptos, independente do seu nível de atuação dentro do governo. Fonte: Dow Jones Newswires e da Market News International.

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