Inflação acelera na segunda prévia do IGP-M de março

A segunda prévia do IGP-M de março apontou inflação de 0,35%, segundo FGV

Daniela Amorim, da Agência Estado,

19 de março de 2012 | 08h18

A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de março apontou inflação de 0,35%, após ter registrado uma deflação de 0,11% em igual prévia do mesmo indicador em fevereiro. O resultado, anunciado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam uma taxa positiva entre 0,24% e 0,45%, e próximo da mediana estimada, de 0,34%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M. O IPA-M subiu 0,32% na prévia anunciada hoje, após recuar 0,31% em igual prévia do mesmo índice em fevereiro. Por sua vez, o IPC-M teve alta de 0,43% na segunda prévia deste mês, em comparação com o aumento de 0,19% na segunda prévia do mês passado. Já o INCC-M registrou taxa positiva de 0,29% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,52% na segunda prévia de fevereiro.

O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de março, o IGP-M acumula aumentos de 0,53% no ano e de 3,15% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M deste mês foi do dia 21 de fevereiro a 10 de março.

Mão de obra

O ritmo de alta nos preços da mão de obra na construção civil registrou forte desaceleração na segunda prévia de março do IGP-M. No âmbito do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), a parcela da mão de obra registrou alta de 0,09% no segundo decêndio de março, contra um aumento de 0,64% no mesmo período de fevereiro.

Já a parcela relativa a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação positiva de 0,50%, também menor do que a taxa de 0,41% registrada há um mês. Como resultado, o INCC também reduziu o ritmo de alta para 0,29% na leitura de março anunciada hoje, após uma taxa de 0,52% na segunda prévia de fevereiro.

As maiores pressões positivas para o INCC foram de vergalhões e arames de aço carbono (de 0,31% para 1,93%), elevador (de 0,12% para 0,96%), engenheiro (de 2,12% para 0,50%), projetos (de 0,30% para 0,58%) e refeição pronta no local de trabalho (de 1,46% para 0,98%).

Na direção contrária, as maiores pressões negativas foram de tijolo e telha cerâmica (de 0,51% para -0,25%), placas cerâmicas para revestimento (de 0,95% para -0,33%) e metais para instalações hidráulicas (de 0,42% para -0,01%).

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