Inflação ao Produtor nos EUA sobe 1,05% em março

Em março, houve aumento de preços em 18 das 23 atividades da indústria da transformação; custo da mão de obra também subiu, em 0,4%

Clarissa Mangueira e Daniela Amorim, da Agência Estado,

27 de abril de 2012 | 09h25

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 1,05% em março, de um dado revisado para -0,42% em fevereiro. A leitura original do indicador no segundo mês deste ano era de -0,38%, ante janeiro. As informações foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até o mês passado, o IPP acumula altas de 0,19% no ano e de 1,37% nos últimos 12 meses.

Em março, houve aumento de preços em 18 das 23 atividades da indústria da transformação pesquisadas pelo IPP. No mesmo período, o índice registrou a primeira alta depois de três meses de resultados negativos: em dezembro (-0,17%), janeiro (-0,43%) e fevereiro (-0,42%), sempre na comparação mensal.

As quatro maiores variações de preços foram verificadas em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,70%), fumo (4,28%), papel e celulose (3,82%) e outros equipamentos de transporte (2,56%).

Mas os setores que mais influenciaram a disparada da inflação da indústria da transformação foram alimentos, com uma contribuição de 0,30 ponto porcentual para o IPP de março, outros produtos químicos (0,16 ponto porcentual); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,15 ponto porcentual) e papel e celulose (0,12 ponto porcentual).

O IPP mede a evolução dos preços dos produtos "na porta de fábrica", sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação.

Custo unitário da mão de obra

O custo unitário da mão de obra - um importante indicador da direção dos preços - subiu 0,4% no primeiro trimestre nos EUA, após avançar 0,5% no quarto trimestre do ano passado, afirmou o Ministério do Trabalho. Os economistas tinham previsto uma alta de 0,5%.

As remunerações e salários cresceram 0,5% no primeiro trimestre, após aumentarem 0,3% no período anterior. Os custos com benefícios também subiram 0,5% no primeiro trimestre, após alta de 0,7% nos três meses anteriores. Os benefícios incluem prêmios de horas extras, bônus não ligados à produção, bem como férias remuneradas, seguro e aposentadoria.

A índice do custo unitário da mão de obra aumentou a uma taxa menor que a de seus dois principais componentes, por que o Ministério do Trabalho calcula as mudanças porcentuais com base em níveis de índices arredondados, disse o departamento.

Em bases anuais, o custo da mão de obra aumentou 1,9%, o nível mais baixo desde o terceiro trimestre de 2010. Os custos dos benefícios aumentou 2,7%, em bases anuais, conduzidos por uma alta no custo da saúde.

Os benefícios representam cerca de 30% dos custos totais de compensação, enquanto as remunerações e salários representam o porcentual restante.

Os salários aumentaram 1,7% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, acima da taxa anual de 1,4% reportada no quarto trimestre.

A compensação no setor privado subiu 0,4% no primeiro trimestre. Enquanto isso, os salários, remunerações e benefícios entre os trabalhadores dos governos local e estadual avançaram 0,7% no primeiro trimestre. As informações são da Dow Jones. 

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