Inflação de serviços minimizou avanço do IGP-M em maio

Segundo FGV, índice recuou ligeiramente de 0,45% em abril para 0,43% em maio

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

30 de maio de 2011 | 14h49

A inflação dos serviços minimizou o que se poderia chamar de avanço do IGP-M em maio, ao ter recuado ligeiramente de 0,45% em abril para 0,43%, segundo divulgou nesta segunda-feira, 30, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A avaliação é da economista-chefe do Royal Bank of Scotland (RBS), Zeina Latif. Para favorecer um melhor entendimento, a economista divide o indicador em duas categorias: bens finais e serviços.

Na ponta, de acordo com Zeina, a inflação dos bens finais, grupo composto basicamente pelos tradeables, está bem-comportada. "É verdade que os preços das commodities subiram, mas existe a âncora dos produtos manufaturados. Portanto, a inflação é basicamente de serviços e é por isso que não vejo um grande avanço e nem um grande alívio nesta desaceleração do IGP-M", destaca a economista.

Para Zeina, a queda dos bens comercializáveis determinada pela valorização cambial não está sendo suficiente para compensar as altas dos não comercializáveis. "Isso chama a atenção porque o IPC-M mostra uma tremenda resistência", diz a economista. Ela ressalta as diferenças entre as metodologias aplicadas no cálculo do IPC-M e do IPCA, mas acredita que isso acaba afetando o IPCA.

No RBS, de acordo com a Zeina, a previsão é a de que a inflação medida pelo IPCA em 2011 feche em 6%. De acordo com ela, apesar de sua previsão estar abaixo da mediana do mercado na Pesquisa Focus (6,23%), não é uma boa taxa.

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