Inflação desacelera para 0,37% em maio; acumulado em 12 meses é de 6,5%

No ano, o IPCA acumula alta de 2,88% e, em 12 meses, a variação ficou no teto da meta estipulada pelo governo

Fernanda Nunes, da Agência Estado,

07 de junho de 2013 | 09h07

RIO - A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,37% em maio, ante 0,55% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,33% e 0,44%, com mediana de 0,38%.

No ano, o IPCA acumula alta de 2,88% e, em 12 meses, a variação é de 6,50%. O índice ficou no limite superior de tolerância da meta de inflação, que é de 6,50%.

Os remédios lideraram os principais impactos na inflação entre os itens pesquisados para o IPCA de maio, de 0,37%, a menor taxa registrada desde junho de 2012 (0,08%). A variação dos remédios, de 1,61%, foi uma desaceleração em comparação com abril (2,99%).

Entre os grupos, o IBGE destacou o comportamento dos alimentos e bebidas, "que apresentou forte desaceleração ao passar de 0,96% em abril para 0,31% em maio, trazendo o impacto para o índice de 0,24 para 0,08 ponto porcentual, respectivamente".

O instituto ressaltou o barateamento, na passagem do mês, do tomate (-10,31%), o principal impacto de baixa no IPCA (-0,04 ponto porcentual).

A principal alta entre os grupos ocorreu em saúde e cuidados pessoais (0,94%), por causa dos remédios. Embora a inflação do grupo tenha desacelerado em comparação com abril (1,28%), se manteve como o grupo de maior variação.

Gasolina

Entre os produtos não alimentícios, as principais quedas registradas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram da gasolina (de -0,41% para -0,52%), etanol (de 0,16% para -1,97%), passagem aérea (de -9,12% para -3,43%), telefone fixo (-1,06% para -0,37%) e automóvel novo (de -0,12% para -0,16%).

A coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, destacou a gasolina como a principal queda entre os produtos não alimentícios, por conta do seu peso na formação do IPCA, de 3,93%. O impacto foi de -0,02 ponto porcentual.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,35% em maio, após ter registrado alta de 0,59% em abril.

Com o resultado, o índice acumulou uma alta de 3,02% no ano, e de 6,95% nos 12 meses encerrados em maio. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

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